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quarta-feira, março 25, 2026

Catálogo militar expõe US$ 3,4 bi do Brasil a 147 países

Catálogo militar expõe US$ 3,4 bi do Brasil a 147 países

BRASÍLIA/DF – Em um movimento que promete turbinar as exportações nacionais, o governo apresentou nesta segunda-feira (23) um catálogo bilíngue da Base Industrial de Defesa (BID) que lista 154 empresas e 364 produtos já vendidos a 147 mercados. A iniciativa, detalhada pelo ministro José Mucio Monteiro e transmitida pela emissora Record, mira diretamente um recorde de US$ 3,4 bilhões em vendas externas.

  • Em resumo: Publicação inédita entra em cena para encurtar a distância entre fabricantes brasileiros de armamentos e compradores estrangeiros.

Por que isso importa para o caixa brasileiro?

O portfólio – disponível em português e inglês – não é mero folder promocional. Ele obedece a diretrizes da Lei 12.598/2012, que concede regime tributário diferenciado às empresas estratégicas de defesa, e reforça a meta de diversificar a pauta exportadora. Segundo série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cada dólar exportado pelo setor gera efeito multiplicador de 2,3 vezes na cadeia produtiva.

Navios de patrulha, blindados sobre rodas e aeronaves de última geração dividem espaço no documento, que pode ser acessado por autoridades civis, adidos militares e investidores privados nos cinco continentes.

O levantamento evidencia “US$ 3,4 bilhões em exportações e presença em 147 países”, marca que o governo pretende ampliar já em 2025.

Onde o Brasil se posiciona no tabuleiro global

A projeção reforça dados do Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI), que coloca o país entre os 25 maiores exportadores de material bélico do mundo. Hoje, a BID reúne cerca de 1,1 milhão de empregos diretos e indiretos, representa 4% do PIB industrial e responde por tecnologias de uso dual – civil e militar – como satélites de observação e sistemas de comunicação criptografada.

No xadrez geopolítico, especialistas apontam que o catálogo funciona como “vitrine oficial” em feiras internacionais como a LAAD, no Rio, e a Eurosatory, em Paris. Com ele, delegações interessadas podem filtrar capacidades, certificações e prazos de entrega sem intermediários, reduzindo custos de negociação e ampliando a transparência.

O que você acha? A estratégia pode consolidar o Brasil como player permanente no mercado de defesa? Para acompanhar outras análises de bastidores, acesse nossa editoria de Política.


Crédito da imagem: Divulgação

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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