Ceará tem 2,9 mil focos de incêndio em novembro de 2025
Ceará tem 2,9 mil focos de incêndio em novembro de 2025 – Focos de incêndio no Ceará totalizaram 2.902 registros no penúltimo mês de 2025, alta de 17% ante os 2.475 pontos identificados no mesmo período de 2024, mostram dados dos satélites NOAA, GOES, AQUA, TERRA e METEOSAT.
O avanço reforça o alerta de órgãos ambientais e do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE) para a necessidade de ações preventivas durante a estação mais seca do estado.
Avanço dos focos em 2025
Em média, foram 97 focos de calor por dia em novembro de 2025, contra 82 no ano anterior. A variação coincide com o período de estiagem prolongada na maior parte do interior, quando a umidade do solo fica abaixo de 20% em várias regiões, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Levantamento do Programa Queimadas do Inpe aponta que o Nordeste concentrou 25% dos incêndios florestais reportados no país no mesmo mês, e o Ceará figurou entre os cinco estados mais afetados da região.
Municípios mais atingidos e ações do CBMCE
Santa Quitéria liderou a lista com 123 focos (4,2% do total), seguido por Crateús (113) e Icó (98). Essas cidades integram áreas de transição entre sertão e caatinga, biomas suscetíveis ao fogo pela vegetação seca e pela prática de limpeza de terrenos com uso de queimadas.
Para responder às ocorrências, o CBMCE mantém monitoramento diário por satélite, desloca brigadas especializadas e realiza campanhas educativas. Em 2025, mais de 8 mil moradores receberam orientações sobre queima controlada e proibições previstas na legislação ambiental.
Como prevenir novos incêndios
Especialistas lembram que 95% dos incêndios florestais têm origem humana. Entre as recomendações estão evitar fogueiras perto de vegetação, não descartar bitucas de cigarro em áreas secas e comunicar imediatamente focos de fumaça ao 193.

Produtores rurais também podem solicitar gratuitamente o Certificado de Queima Controlada, documento que orienta horário, umidade e direção do vento adequados para minimizar riscos.
No contexto das mudanças climáticas, a tendência é de períodos secos mais longos. Estudos do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas preveem aumento de até 30% nos dias com baixa umidade no semiárido até 2030, intensificando a preocupação com incêndios na caatinga.
Para acompanhar outras informações sobre ocorrências e ações de combate a incêndios, acesse nossa editoria de Segurança.
Crédito da imagem: Divulgação / CBMCE
