Cenógrafa que move bilhões nos palcos de Beyoncé e Gaga
São Paulo – A britânica Es Devlin, mente por trás dos palcos monumentais de Beyoncé, Lady Gaga e U2, inaugura a exposição “Sou o Outro do Outro” na Casa Bradesco, trazendo ao país a mesma ousadia que já movimentou cifras bilionárias em turnês globais.
- Em resumo: criadora de cenários que viram “esculturas de luz” em estádios, Devlin agora convida o público brasileiro a interagir com obras imersivas.
Como se constrói o impossível em um palco?
Foi Devlin quem desenhou os telões cúbicos da “Formation Tour” e o palco futurista da “Renaissance Tour”, além da estrutura high-tech do U2 em “Innocence + Experience”. Reconhecida por museus como a Tate Modern, ela mistura arte, engenharia e tecnologia para transformar música em arquitetura cênica.
Nesse processo, a equipe trabalha com softwares de modelagem 3D, fibras de carbono e sistemas de LED que consomem menos energia, tendência que ganhou força depois que os shows passaram a disputar espaço com transmissões múltiplas em celulares.
“Trabalhamos no limite do que é fisicamente possível”, resume Es Devlin.
Do estádio ao museu: por que o Brasil entra no roteiro
A mostra paulistana recebeu 18 meses de preparação e amplia o diálogo da artista com o público latino-americano. Em uma das salas, espelhos e projeções criam a ilusão de um corredor infinito, reforçando a ideia de que, para Devlin, a experiência é sempre coautoria do espectador.

O currículo inclui cerimoniais olímpicos (Londres-2012 e Rio-2016) e o show de Lady Gaga em Copacabana, visto por 1,5 milhão de pessoas e exibido em rede aberta – TRANSMISSÃO: Band. Segundo levantamento da Pollstar, turnês com cenografia assinada pela britânica somam mais de US$ 2,3 bilhões em bilheteria, indicador que explica o interesse de marcas de luxo e megaeventos em seu trabalho.
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Crédito da imagem: Divulgação
