CEO do Pinterest quer veto total a redes para menores de 16
Pinterest – Em plena deliberação de um júri em Los Angeles sobre o efeito das redes na saúde mental dos jovens, o CEO Bill Ready defendeu, recentemente, que governos proíbam qualquer plataforma social para quem tem menos de 16 anos.
- Em resumo: Executivo cobra lei global e responsabilização de Apple e Google pela checagem da idade dos usuários.
Por que a fala de Bill Ready muda o jogo?
Ao se posicionar contra o próprio segmento, Ready isola-se da maioria dos chefes de big techs e reforça o argumento de organizações que atribuem às redes a escalada de ansiedade e depressão em adolescentes. Segundo dados do IBGE, o Brasil tem hoje mais de 24 milhões de pessoas entre 10 e 19 anos — público diretamente afetado por qualquer veto.
Especialistas lembram que estados norte-americanos, como Utah, já exigem consentimento parental para cadastros de menores, e que a União Europeia discute ampliar exigências semelhantes no Digital Services Act.
“Precisamos de um padrão claro: nada de redes sociais para adolescentes menores de 16 anos, com aplicação efetiva da lei”, escreveu Ready no LinkedIn.
Pressão jurídica e riscos bilionários para big techs
Google e Meta, alvos centrais do processo em Los Angeles, enfrentam ações que podem abrir precedente para indenizações coletivas. Ao pedir punição também aos sistemas operacionais, Ready mira em Apple e Google Play, responsáveis pela distribuição dos aplicativos.

Nos Estados Unidos, a responsabilidade civil por danos psicológicos de produtos digitais já alcança cifras de nove dígitos. Analistas temem que um eventual veredito condenatório acelere propostas de idade mínima obrigatória e multas diárias pelo descumprimento.
O que você acha? Veto total protegeria ou afastaria ainda mais os jovens de ambientes seguros on-line? Para acompanhar outros debates globais, visite nossa editoria Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação / Pexels
