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Ceron assume nº2 da Fazenda e mexe tabuleiro fiscal de 2026
BRASÍLIA (DF) – A três anos do fim do mandato, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, elevou Rogério Ceron ao cargo de secretário-executivo, posto que funciona como “segunda cadeira” da pasta e termômetro para o mercado financeiro.
- Em resumo: Ex-chefe do Tesouro vira nº2 e ganha a missão de blindar a agenda fiscal em ano eleitoral.
Quem é o novo braço-direito de Durigan
Ceron se destacou no Tesouro Nacional por negociar o novo arcabouço fiscal e coordenar leilões de títulos que reduziram o prêmio de risco. Segundo dados do Banco Central, o custo médio da dívida caiu de 10,2% para 9,6% ao ano desde 2024, movimento creditado em parte à sua gestão.
Agora, terá ao lado a professora da USP Úrsula Peres, escolhida para a secretaria-executiva adjunta, reforçando a presença feminina em postos-chave – hoje apenas 18% dos cargos de primeiro escalão na Esplanada são ocupados por mulheres.
“Ninguém faz nada sozinho. Somos um Ministério sério, unido e técnico”, afirmou Durigan ao anunciar a equipe.
Desafios que empilham bilhões
Entre 2000 e 2025, o governo federal falhou em cumprir 75% das metas fiscais, segundo o Ipea. Ceron terá de quebrar esse histórico ao perseguir superávit de 0,25% do PIB (cerca de R$ 34,3 bi) em 2026, limite que pode virar déficit de R$ 23,3 bi após compensações.
Além da meta, o nº2 coordenará a transição para a CBS em 2027 e a regulamentação do imposto seletivo, apelidado de “imposto do pecado”. O tema entra no Congresso justamente quando o presidente Lula buscará nova reeleição, acirrando a pressão de setores como bebidas e tabaco.

O arranjo também sinaliza estabilidade ao mercado: historicamente, 6 dos últimos 10 secretários-executivos viraram ministros ou presidentes do Banco Central, o que coloca Ceron em rota de sucessão se Durigan migrar para a coordenação da campanha.
O que você acha? A nova configuração da Fazenda traz segurança ao ajuste fiscal ou adiciona risco político? Para mais análises, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação / Ministério da Fazenda
