- Matador com pena de 20 anos se esconde em caixa d’água e é preso
- Ceará derruba homicídios a 140 em março, recorde histórico
- R$197 viram R$45 mil: bolão cearense fatura R$1,7 mi na Lotofácil
- Ciúme mortal: policial é preso a 2.600 km após matar sobrinho
- Fama mundial de ‘bairro dos cornos’ expõe desafios do José Walter
Cessar-fogo dispara bolsas europeias 3,6% e faz Brent cair
FRANKFURT – Uma trégua de duas semanas mediada entre Estados Unidos e Irã provocou, na manhã desta quarta-feira (8), um salto imediato nos principais índices da Europa, afastando o fantasma de desabastecimento de energia e devolvendo o apetite ao risco dos investidores.
- Em resumo: STOXX 600 sobe 3,6% às 07h13 GMT, enquanto o Brent recua 15% e volta a ficar abaixo de US$ 100.
Por que a trégua mexe no seu bolso
O Estreito de Hormuz responde por 20% do petróleo que navega no planeta. Com o corredor marítimo ameaçado desde 28 de fevereiro, a Europa, que segundo a Agência Internacional de Energia importa cerca de 90% do petróleo que consome, viu seus custos dispararem. O alívio de hoje reduziu o barril e favoreceu setores sensíveis à energia, como aviação e manufatura, enquanto dados do Banco Central apontam que cada variação de US$ 10 no Brent pode adicionar até 0,4 ponto percentual à inflação brasileira em 12 meses.
Além da queda no combustível, as taxas dos títulos soberanos recuaram, barateando o crédito para empresas e famílias.
O índice pan-europeu STOXX 600 avançou 3,6%, para 611,73 pontos às 07h13 GMT, caminhando para sua melhor sessão em um ano.
O que ainda pode acontecer
Analistas lembram que o cessar-fogo é provisório. Se Teerã cumprir o prazo para reabrir Hormuz, a Comissão Europeia estima um ganho potencial de 0,3% no PIB do bloco neste trimestre. Caso contrário, o efeito pode se inverter rapidamente, sobretudo para países como Alemanha e Itália, altamente dependentes de importações de energia fóssil.

Na tarde de hoje, investidores aguardam os números de vendas no varejo e preços ao produtor da zona do euro. Esses indicadores revelarão se a recente volatilidade já contaminou a demanda interna.
E você? A trégua será suficiente para estabilizar o mercado ou é só uma pausa breve? Para mais análises, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
