28.3 C
Ceará
sexta-feira, março 6, 2026

Chaveiro de alerta criado por alunas do IFCE denuncia agressões

Chaveiro de alerta criado por alunas do IFCE denuncia agressões

Limoeiro do Norte/CE – Em 6 de março de 2026, três estudantes do Instituto Federal do Ceará (IFCE) apresentaram um protótipo que promete mudar a forma como vítimas de violência acionam ajuda: um chaveiro eletrônico de baixo custo que envia pedidos de socorro de maneira sigilosa.

  • Em resumo: Dispositivo portátil dispara alerta sem exigir celular visível e já vem integrado a dois aplicativos de monitoramento.

Como o equipamento funciona na prática

O sistema criado por Kauana Chaves, Sabrina Andrade e Ingrid Sobreira, sob orientação do professor Holanda Júnior, usa comunicação infravermelha entre um centro de controle fixo e o chaveiro levado pela vítima. Ao acionar o botão discreto, um sinal é enviado sem necessidade de contato direto com o telefone.

Além do hardware, as alunas programaram dois apps em fase de teste: o primeiro captura a geolocalização, grava um áudio de dez segundos e despacha mensagem de alerta para contatos confiáveis; o segundo, instalado em computador, reconhece um gesto de mão, dispara o alerta, grava vídeo em time-lapse e compartilha a posição da usuária.

“O foco sempre foi alcançar o máximo de mulheres possível, sem que o preço fosse uma barreira”, resume Ingrid Sobreira.

Por que isso importa no combate à violência

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) mostram que, em 2022, uma mulher sofreu agressão a cada quatro minutos no país, mas muitas não formalizam a denúncia por medo ou falta de meios seguros. Ao driblar a necessidade de ligar ou mexer no celular, o chaveiro cearense se torna uma alternativa viável em cenários de risco.

Com placa eletrônica de baixo consumo, Wi-Fi e Bluetooth integrados, o protótipo foi pensado para ser reproduzido em larga escala. Nas cidades, pode dialogar com centrais de videomonitoramento já existentes; em áreas rurais, o projeto estuda incorporar redes de longo alcance de baixo custo (LoRa) em parceria com prefeituras.

O próximo passo envolve testes junto à comunidade acadêmica e órgãos de segurança. A meta é que delegacias da mulher, postos de saúde e centros de referência distribuam o aparelho gratuitamente, aproveitando políticas públicas de enfrentamento previstas na Lei Maria da Penha.

O que você acha? Dispositivos de baixo custo como esse devem ser adotados oficialmente pelos órgãos de segurança? Para acompanhar mais pautas de segurança pública, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://c4noticias.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
Últimas Notícias
Saiba Mais

Destaques de Agora