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Choque: Petróleo cai 14% e rompe US$100 após trégua de Trump
NOVA YORK/EUA – O mercado de energia amanheceu em turbulência nesta quarta-feira (8). Logo após Donald Trump anunciar um cessar-fogo de duas semanas com o Irã para a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, o barril do Brent despencou 13,7%, negociado a US$ 94,26 às 7h26 (horário de Brasília), transmissão da Band.
- Em resumo: Brent e WTI afundam para a casa dos US$ 94, levantando dúvidas sobre oferta e segurança no Golfo Pérsico.
Por que o Estreito de Ormuz muda tudo
Cerca de 20% de todo o petróleo do planeta passa diariamente pelo corredor de 39 km que separa Irã e Omã. Segundo a Agência Internacional de Energia, isso representa até 13 milhões de barris por dia, volume que agora pode voltar ao fluxo global.
Analistas lembram que qualquer ameaça na rota eleva prêmios de risco e pressiona combustíveis, do diesel ao querosene de aviação.
“Este será um CESSAR-FOGO de dois lados!”, publicou Trump, horas depois de alertar que “uma civilização inteira morrerá esta noite” se Teerã não cedesse.
Efeito na bomba e no câmbio
Embora o recuo abaixo de US$ 100 alivie o custo do barril, o repasse ao consumidor brasileiro depende da variação do dólar e da política de preços da Petrobras. Em 2022, cada US$ 10 de queda no Brent reduziu em média R$ 0,25 o litro do diesel, de acordo com cálculos do Banco Central.

Especialistas da PVM Oil observam que até 13 milhões de barris retidos podem ser liberados “gradualmente”, mas alertam que o Irã pode usar o corredor como pressão diplomática no futuro, mantendo a volatilidade acesa.
O que você acha? A trégua vai realmente estabilizar os combustíveis ou é só um respiro momentâneo? Para mais análises sobre energia e finanças, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
