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Chuvas no Ceará disparam risco de dengue, gripe e leptospirose
Fortaleza/CE – Com a quadra chuvosa já em curso, entre fevereiro e maio, especialistas alertam para o salto de doenças transmitidas por água contaminada e mosquitos no Ceará, exigindo atenção imediata de toda a população.
- Em resumo: Umidade favorece dengue, leptospirose e viroses respiratórias, especialmente em idosos e crianças.
Por que o perigo cresce com a chuva?
Segundo o infectologista Luís Arthur Brasil, do Hospital São José, a combinação de poças nas ruas, lixo acumulado e ambientes fechados cria o cenário ideal para vírus, bactérias e para o Aedes aegypti. Relatório do Ministério da Saúde reforça que estados do Nordeste registraram aumento de 22% nos casos de dengue no mesmo período do ano passado.
Nesse ambiente úmido, microrganismos encontram solo fértil. Água misturada ao esgoto eleva o risco de leptospirose; já a estagnação em vasos e pneus multiplica os focos do mosquito.
“São enfermidades cujo ciclo de transmissão está ligado à água suja nas ruas ou à proliferação de criadouros”, ressalta o médico do HSJ.
Sintomas que não podem ser ignorados
Febre alta, dores no corpo, cansaço e mal-estar são pontos de partida comuns. Sinais como sangramento, dor atrás dos olhos ou pele amarelada indicam urgência médica. Para quadros respiratórios, tosse e falta de ar acendem o alerta.
Caso os sintomas sejam leves, a orientação é procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima; em situações de vômito persistente, tontura ou dificuldade para respirar, a busca deve ser por uma UPA. O diagnóstico precoce reduz complicações e internações.

Sete atitudes simples que salvam vidas
1) Evite contato com água de enchente; 2) use botas em áreas alagadas; 3) elimine recipientes com água parada; 4) descarte lixo corretamente; 5) higienize alimentos por 15 minutos em solução clorada; 6) beba apenas água filtrada; 7) mantenha janelas abertas para ventilação. Máscaras seguem recomendadas para quem apresenta sintomas gripais.
Grupos vulneráveis merecem cuidado redobrado. Dados da Fundação Oswaldo Cruz apontam que idosos com comorbidades têm até 3 vezes mais risco de hospitalização por infecções respiratórias.
O que você acha? A população está preparada para enfrentar esses riscos climáticos? Para mais detalhes, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Diego Sombra
