Cid apela a Tasso para afastar Ciro do Ceará em 2026
Fortaleza/CE – Em conversa revelada recentemente, o senador Cid Gomes (PSB-CE) pediu ao ex-senador Tasso Jereissati (PSDB) que convença seu irmão, Ciro Gomes, a trocar uma possível disputa ao Governo do Ceará em 2026 por uma candidatura ao Palácio do Planalto. Nos bastidores, a manobra busca evitar um duelo fratricida no estado e, ao mesmo tempo, abrir uma terceira via capaz de impedir a vitória do bolsonarismo já no primeiro turno presidencial.
- Em resumo: Cid quer Tasso como articulador para lançar Ciro à Presidência e frear Flávio Bolsonaro.
Por que Cid teme um 1º turno decidido
O senador argumenta que, sem um nome competitivo fora dos polos Lula e Flávio Bolsonaro, o país pode repetir 2022, quando a eleição foi resolvida rapidamente em vários estados. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apenas cinco candidatos a presidente superaram 1% dos votos válidos na última disputa, cenário que favorece a polarização.
Na visão de Cid, lançar Ciro com a chancela do PSDB criaria um bloco de centro capaz de somar ao menos 5% – margem suficiente, segundo ele, para empurrar a decisão ao segundo turno.
“O que eu puder fazer para não ter o constrangimento de não votar no meu irmão, eu farei… Estou preocupado que o Brasil possa ter uma decisão no primeiro turno ganhando o bolsonarismo”, declarou Cid ao jornal O Povo.
Os bastidores tucanos e o xadrez de 2026
Tasso Jereissati, que liderou o PSDB nacional em momentos estratégicos, tornou-se peça-chave dessa engenharia. Além de deter influência sobre Ciro, o ex-senador mantém diálogo com governadores como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), outros nomes citados por Cid para compor um “consórcio de centro”.
Especialistas lembram que, desde a redemocratização, apenas em 1994 e 1998 o Brasil decidiu a Presidência no primeiro turno, ambas com Fernando Henrique Cardoso – também do PSDB. Ou seja, historicamente, a pulverização de candidaturas reduz a chance de definição precoce.

No Ceará, a saída de Ciro do tabuleiro local reorganizaria alianças. Em 2022, Elmano de Freitas (PT) venceu com 54% dos votos, enquanto Capitão Wagner (UB) ficou com 32%. Uma disputa envolvendo Ciro poderia dividir o campo progressista e abrir espaço à direita, avaliou um cientista político ouvido pela reportagem.
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