Cida Moreira enfrenta stalker e consagra tributo a Angela Ro Ro
Rio de Janeiro (RJ) – Na noite de 31 de janeiro, o clube Manouche foi palco de uma estreia marcada por tensão e êxtase: Cida Moreira apresentou “Me acalmo danando – A música de Angela Ro Ro”, show que precisou de sessões extras após esgotar ingressos e, no meio da performance, viu a artista confrontar uma suposta stalker na primeira fila.
- Em resumo: Interrupção dramática acabou reforçando a catarse do público e selou nova fase do tributo a Angela Ro Ro.
Por dentro do episódio que parou o Manouche
A pianista começou com “Demais” e já no segundo número, “Devoção”, o clima íntimo foi quebrado quando identificou uma espectadora que, segundo ela, “estragou shows em São Paulo”. O embate levou a mulher a sair da casa, mas também humanizou o espetáculo: após pedir desculpas, Cida repetiu “Tola foi você” para entregar a interpretação que dizia dever ao público.
Apesar do susto, a adesão foi tanta que a casa abriu datas adicionais para 1°, 11 e 12 de fevereiro e a turnê segue para São Paulo em 4 de fevereiro, na Casa de Francisca.
“Quando a vi, perdi o rebolado”, confessou Cida, antes de recuperar o domínio do palco.
Por que o show virou referência imediata
Além dos clássicos “Amor, meu grande amor” e “Fogueira”, o roteiro resgata lados B como “Karma secular” e declama poemas de “Sistema”, reforçando a profundidade do cancioneiro de Angela Ro Ro (1949-2025). O toque pessoal vem do piano incisivo que transforma “Balada da arrasada” em quase um tango.

Segundo levantamento do IBGE sobre economia da cultura, apresentações ao vivo já movimentavam mais de R$ 10 bilhões ao ano antes da pandemia. A retomada de turnês com curadoria autoral, como a de Cida, reforça essa engrenagem e atiça mercados fora do eixo Rio-SP até abril.
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Crédito da imagem: Divulgação
