- Alerta de chuva: Sertão Central terá temporais nesta quinta (12)
- Vandalismo em gruta de Itatira: santos quebrados chocam fiéis
- Facção banca eleição: 5 vereadores de Morada Nova são presos
- Bolsa de R$ 879 e vagas de TI: Etice abre seleção em Fortaleza
- Caucaia: PM acha casa-almoxarifado e retoma carga de cosméticos
Cinco vereadores são alvo da Operação Traditori por elo com facção
Fortaleza/CE – A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (FICCO/CE) desencadeou, na última quinta-feira (12), a Operação Traditori para estancar um suposto esquema de lavagem de dinheiro que, segundo a investigação, abastecia campanhas municipais de 2024 no Vale do Jaguaribe.
- Em resumo: 16 prisões, 30 buscas e cinco vereadores investigados por financiar política com dinheiro de facção.
Como funcionava o fluxo de dinheiro ilícito
Relatórios da Polícia Civil de Morada Nova apontaram um sistema de contas de laranjas que ocultava recursos vindos do tráfico de drogas. De acordo com análise usada pela FICCO, parte desses valores migrou para doações eleitorais. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que grupos criminosos expandiram em 37 % sua presença política no Nordeste entre 2020 e 2023, contexto que reforça a gravidade do caso cearense.
Com base nas provas, a 93ª Zona Eleitoral de Fortaleza expediu 16 mandados de prisão preventiva e autorizou o bloqueio de bens, numa tentativa de asfixiar o caixa da facção antes da campanha oficial.
“O esquema evidenciaria a tentativa de infiltração do crime organizado na esfera política”, destacam os investigadores.
Impacto para as eleições e para os cofres públicos
Especialistas em direito eleitoral lembram que o artigo 30-A da Lei nº 9.504/1997 prevê a cassação de mandatos financiados com recursos ilícitos. Caso a suspeita se confirme, os cinco vereadores — cujos nomes não foram divulgados — podem ficar inelegíveis até 2032, além de responder por organização criminosa.

No plano econômico, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) estima que cada real lavado no tráfico custa ao erário até R$ 3,40 em ações de repressão e perdas sociais, o que coloca o Tesouro municipal sob risco imediato.
O que você acha? A Justiça Eleitoral deve barrar candidaturas suspeitas já na fase de registro? Para mais detalhes sobre segurança pública, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação
