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Cirurgia usa ‘GPS’ cerebral e evita sequelas no Sertão do CE
Quixeramobim, CE – A primeira operação guiada por neuronavegação no interior do Ceará marcou um ponto de virada para casos complexos no Hospital Regional do Sertão Central (HRSC), reduzindo riscos e evitando o deslocamento de pacientes para a capital.
- Em resumo: Equipamento funciona como “GPS” do cérebro e protege áreas vitais durante a remoção de tumores.
Como o “GPS” do cérebro muda o jogo
A plataforma cruza imagens de ressonância com sensores infravermelhos, permitindo ao cirurgião localizar a lesão com precisão milimétrica. De acordo com o Ministério da Saúde, erros de localização estão entre as principais causas de sequelas neurológicas pós-cirúrgicas no País.
No caso realizado no HRSC, uma jovem de 22 anos teve um tumor central retirado sem intercorrências, o que normalizou o fluxo de líquor e eliminou a hidrocefalia que ameaçava suas funções motoras.
“O neuronavegador garante que o cirurgião atinja exatamente a área necessária, preservando regiões críticas do cérebro”, destacou o neurocirurgião Maurício Bezerra Sales.
Impacto regional e números que explicam a inovação
Segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, ao menos 30% das operações de alta complexidade ainda são transferidas do interior para capitais pela falta de tecnologia adequada. Com o novo aparelho, o HRSC estima reduzir esse índice no Sertão Central a praticamente zero.

O diretor-geral, Cristiano Rabelo, ressalta que o equipamento será estendido a cirurgias de coluna, oncológicas e vasculares, fortalecendo a regionalização da saúde e poupando famílias de longas viagens até Fortaleza.
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Crédito da imagem: Divulgação
