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Clássico-Rei mobiliza 906 agentes e terá blitz desde 6h
FORTALEZA – A finalíssima do Campeonato Cearense 2026, marcada para as 18h deste domingo (8) na Arena Castelão, acionará um efetivo recorde de 906 profissionais de segurança, escalados para conter eventuais confrontos de torcidas e garantir um fluxo seguro de 60 mil torcedores esperados.
- Em resumo: Quase mil agentes estarão nas ruas e dentro do estádio, com rondas iniciando ainda no amanhecer.
Por dentro do megaesquema tático
A Polícia Militar do Ceará assume a linha de frente com 595 homens e mulheres distribuídos em CPRaio (motopatrulhamento), CPChoque (tropa de choque), RPMont (cavalaria) e BPRE (trânsito). As patrulhas começam às 6h, oito horas antes de a bola rolar, cobrindo vias de acesso, terminais de ônibus e pontos de concentração das torcidas organizadas.
No apoio judiciário, 57 policiais civis manterão delegacias móveis dentro e fora do Castelão, enquanto 25 bombeiros reforçarão vistorias de prevenção a incêndio e pânico. O plano ainda convoca 104 guardas municipais, 50 agentes da AMC para ordenar o trânsito e fiscais da Agefis, Sesporte e Ministério Público, totalizando 906 servidores.
“O planejamento analisa o nível de animosidade de cada jogo e define ações dentro e fora da arena”, salientou Harley Filho, coordenador da Copol/SSPDS.
Por que tamanho reforço?
Embora os confrontos violentos em estádios brasileiros representem menos de 1% das ocorrências criminais, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Ceará segue a cartilha da Lei Geral do Esporte nº 14.597/23, que endureceu punições para brigas de torcida. A norma exige planos integrados entre Estado, município e Ministério Público sempre que a partida for considerada de alto risco – classificação automática para o Clássico-Rei.
A estratégia inclui câmeras de reconhecimento facial, unidades móveis de delegacia e corredores escoltados para ônibus de torcidas visitantes. Além disso, drones deverão sobrevoar acessos principais, enviando imagens em tempo real ao Centro Integrado de Segurança Pública.

Para o torcedor, o recado é claro: chegue cedo, portando ingresso nominal e documento. Objetos como garrafas de vidro, mastros e sinalizadores seguem proibidos, e o descumprimento pode gerar detenção imediata prevista na lei do Estatuto do Torcedor.
O que você acha? O esquema deve ser permanente em todos os jogos ou apenas nos de maior rivalidade? Para mais detalhes, acesse nossa editoria de Segurança.
Crédito da imagem: Divulgação / SSPDS
