- PGR pede prisão domiciliar urgente para Bolsonaro após colapso
- Operação Gaeco: 38 alvos e R$ 7,7 mi desviados sacodem CE
- CPRaio flagra jovem com 360g de drogas e trava tráfico em Quixeramobim
- Elmano diz que vantagem de Ciro é puro ‘recall’ e projeta virada
- Balde enterrado com 1 kg de maconha surpreende PM na Paupina
CNH B liberada para SUV elétrico de 4,2 t avança na Câmara
Brasília, DF – Em março de 2026, a Comissão de Viação e Transportes da Câmara aprovou um projeto que amplia de 3.500 kg para 4.250 kg o peso máximo de veículos elétricos e híbridos que podem ser conduzidos com a carteira de habilitação categoria B, a mais comum do país. A medida dispensa milhares de motoristas de migrar para categorias superiores e afetará modelos como Cadillac Escalade IQ, GMC Hummer EV e Chevrolet Silverado EV.
- Em resumo: CNH B poderá cobrir veículos elétricos e híbridos de até 4,25 t, compensando o peso extra das baterias.
Por que o limite de peso vai subir?
De acordo com o autor, deputado Pedro Aihara (PRD-MG), o ganho de 750 kg reflete exclusivamente o acréscimo das baterias, sem alterar o porte do veículo. Dados da Polícia Rodoviária Federal mostram que, em 2025, o Brasil registrou alta de 41 % na frota elétrica, pressionando regras feitas para motores a combustão.
O relator Hugo Leal (PSD-RJ) estendeu o benefício a híbridos “com tração predominantemente elétrica”, equiparando as duas tecnologias.
“A própria justificação do projeto menciona que veículos elétricos e híbridos superarão os movidos à combustão até 2030, demonstrando que ambas as tecnologias merecem tratamento isonômico”, apontou Leal.
O que muda na prática para o motorista?
Hoje, quem adquire um utilitário elétrico acima de 3,5 t precisa tirar categoria C, o que envolve exames médicos adicionais, aulas práticas em caminhão e custos que passam de R$ 2 mil em muitas autoescolas. Se virar lei, bastará manter a CNH B.
Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico, o país fechou 2025 com 190 mil carros eletrificados em circulação. Modelos de grande porte representam 7 % desse total, mas concentram 22 % das vendas no segmento premium, indicando mercado em expansão.

O texto ainda segue para a Comissão de Constituição e Justiça e, depois, para plenário na Câmara e no Senado. Caso aprovado sem alterações, irá à sanção presidencial e o Conselho Nacional de Trânsito definirá detalhes operacionais, como data de vigência e possíveis exigências de curso complementar.
O que você acha? A ampliação do limite da CNH B equilibra segurança e inovação ou facilita riscos nas estradas? Para acompanhar futuros desdobramentos, acesse nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: Divulgação / Cadillac
