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Colisão fatal em Crato e Barro tira vidas em menos de 1h
CRATO/CE – Duas famílias do Cariri foram surpreendidas na tarde desta segunda-feira após a confirmação de mortes de um aposentado e de um agricultor, vítimas de acidentes ocorridos em datas e locais diferentes, mas que tiveram o mesmo desfecho em um intervalo de poucos minutos.
- Em resumo: vítimas faleceram quase simultaneamente em hospitais distintos, evidenciando a escalada de colisões no interior cearense.
Entenda a cronologia das colisões
Por volta das 13h, o Hospital Regional do Cariri certificou o óbito de Alvino Ferreira de Araújo, 75. Ele havia se acidentado em 15 de dezembro enquanto trafegava pela Rua Monsenhor Tavares, no bairro Alto da Penha, em Crato. Horas mais tarde, outro quadro grave chegava ao Hospital Municipal de Barro: o agricultor João da Costa de Sousa, 44, com profundo corte na traqueia após colidir de moto na Rua do Santuário. Seu falecimento foi registrado praticamente no mesmo horário de Alvino.
Levantamento recente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) aponta que colisões envolvendo motociclistas representam mais de 60% das mortes em rodovias estaduais do Ceará, realçando a vulnerabilidade de quem depende do veículo para trabalho e locomoção.
“João perderia 45 anos no próximo dia 29 de janeiro”, destaca o informe policial, ilustrando o impacto familiar imediato.
Contexto e impacto regional
O Cariri concentra 11% da frota de motocicletas do estado, mas responde por quase 18% das fatalidades, segundo dados do Detran-CE compilados pelo Observatório de Segurança Viária. Especialistas atribuem o desequilíbrio a vias urbanas estreitas, iluminação precária e uso insuficiente de equipamentos de proteção.

Para agravar, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) estima que cada morte no trânsito custe, em média, R$ 650 mil em despesas hospitalares, previdenciárias e perdas de produtividade – um ônus que recai sobre toda a sociedade.
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Crédito da imagem: Divulgação
