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terça-feira, abril 7, 2026

Com 1,5 mil atletas e 43% mulheres, JUBsFut agita Aracaju

Com 1,5 mil atletas e 43% mulheres, JUBsFut agita Aracaju

Aracaju/SE – A capital sergipana virou campus esportivo nesta segunda-feira (5) com a abertura dos Jogos Universitários Brasileiros de Futebol (JUBsFut), torneio organizado pela CBDU que reúne 1,5 mil estudantes de 17 estados em cinco modalidades. As finais estão marcadas para 12 de abril, e a meta é clara: mostrar que performance e formação acadêmica podem caminhar lado a lado.

  • Em resumo: Maior edição do JUBsFut mira paridade de gênero e movimenta sete arenas simultâneas em Aracaju.

Por que esta edição é histórica?

Além do volume recorde de participantes, 43% dos atletas inscritos são mulheres – salto de 13% em relação ao último campeonato, segundo a própria organização. A CBDU estabeleceu política de equidade que pretende alcançar 50/50 nos próximos anos, alinhada às diretrizes de inclusão do Inep para o esporte universitário.

O evento distribui disputas de futebol de campo, Fut7, futmesa, desafio x1 e x2 misto em sete espaços esportivos da cidade, injetando movimento no turismo local em plena baixa temporada.

“É só uma questão de oportunidade. Ainda faltam mulheres em cargos de comando, mas estamos ocupando esses espaços conforme eles se abrem”, destaca Flavia Mayane, 27, capitã da equipe de Fut7 da Unifor.

Educação, ciência e visibilidade

Para o diretor de esportes da CBDU, Alessandro Battiste, a competição também serve como vitrine acadêmica. “Temos universidades públicas e privadas representadas. Esse elo entre rendimento esportivo e sala de aula gera profissionais mais completos”, disse.

O argumento ganha fôlego quando se observa que, de acordo com o Censo da Educação Superior 2024 do Inep, o Brasil possui mais de 9,5 milhões de universitários – um potencial gigantesco de talentos para modalidades que ainda buscam espaço no cenário profissional.

Ao longo da semana, Aracaju espera receber torcedores e familiares que devem movimentar hotéis, restaurantes e serviços. Segundo estimativa da prefeitura, cada atleta gera, em média, R$ 1,3 mil em consumo durante o período de competição, aquecendo a economia local.

O que você acha? A paridade de gênero nos esportes universitários deve ser obrigatória em todos os campeonatos? Para mais notícias de esporte, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://c4noticias.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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