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Comediante cega relata assédio pós-show e expõe falha de segurança
SÃO PAULO – A humorista Tatá Mendonça, conhecida nas redes como Cega na Comédia, denunciou que um homem tentou beijá-la à força logo após sua apresentação em um bar da capital paulista, na última semana, reacendendo o alerta sobre a segurança de mulheres com deficiência.
- Em resumo: homem se passou por “psicólogo”, tentou agarrá-la e só recuou quando a artista o empurrou com a bengala.
Como o assédio aconteceu dentro do bar
Segundo o relato publicado pela própria humorista, o agressor esperou o término do espetáculo, ofereceu “ajuda para descer do palco” e se apresentou como profissional de saúde mental. Minutos depois, segurou o rosto da comediante e avançou para um beijo sem consentimento. A plateia ainda dispersava quando o ataque ocorreu.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que, em 2023, uma mulher foi vítima de importunação sexual a cada 9 minutos no País, número agravado quando a vítima apresenta deficiência visual, segundo especialistas.
“Eu gritei ‘não’ e afastei-o com a bengala. Foi a única coisa que me protegeu”, relatou Tatá em vídeo nas redes sociais.
Por que o caso expõe uma vulnerabilidade maior
Mulheres com deficiência têm quase o dobro de chance de sofrer violência sexual em comparação às sem deficiência, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. A dependência de auxílio físico em ambientes públicos cria brechas para abordagens disfarçadas de “ajuda”.

O Código Penal brasileiro já pune importunação sexual com até 5 anos de prisão, mas projetos em tramitação no Congresso propõem agravantes quando a vítima é pessoa com deficiência, justamente para coibir casos como o de Tatá Mendonça.
O que você acha? A legislação atual basta ou é preciso punição mais dura para crimes contra pessoas com deficiência? Para mais notícias sobre segurança, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação
