‘Consolação’ leva público ao auge: Zé Renato exalta samba no Rio
Rio de Janeiro (RJ) – Na segunda apresentação do projeto “Terças no Ipanema”, Zé Renato transformou o palco do Teatro Ipanema em celebração ao samba, revisitando clássicos de mestres como Baden Powell, Nelson Cavaquinho e Noel Rosa, além de apresentar a inédita “A santa do Engenho Novo”.
- Em resumo: Afrossamba “Consolação” arrancou o momento mais vibrante de um show que homenageia oito décadas de história do gênero.
Da memória familiar ao calor do partido-alto
Filho do cronista Simão de Montalverne, Zé Renato cresceu cercado por serestas emblemáticas. No roteiro de “Samba e amor”, ele reconecta essa herança ao chamar Paulinho Moska para dividir “Cama da ilusão” e puxar o partido-alto “Cabô”, devolvendo humor após um erro confessado de letra.
A escolha de abrir com “Samba e amor”, de Chico Buarque, estabelece o tom: o artista cruza sambas-canção, afrossambas e velhas guardas sem perder a coesão nem a afinação que lhe rendeu quatro estrelas da crítica especializada.
“Quando o batuque entrou em ‘Consolação’, a ancestralidade afro-brasileira tomou conta do teatro”, destacou a resenha.
Por que esse show importa agora
O repertório percorre 80 anos de samba justamente quando o gênero volta a ganhar espaço nos palcos cariocas. Segundo a Pesquisa do IBGE, 82 % dos brasileiros consumiram música ao vivo nos últimos 12 meses, maior índice desde 2015.

Além da homenagem a Bide & Marçal em “Dupla genial”, Zé antecipa “A santa do Engenho Novo”, parceria com Leonardo Lichote, criando expectativa para o próximo álbum do Boca Livre dedicado a Edu Lobo.
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Crédito da imagem: Divulgação / G1
