Fortaleza/CE – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou, na última quarta-feira (22/04/2026), um reajuste que eleva a conta de luz dos cearenses em até 12,21%, já válido para a leitura das faturas emitidas pela Enel.
- Em resumo: residências sentirão alta média de 4,3%, mas grandes indústrias encaram salto de 12,2%.
Por que o aumento bateu dois dígitos para algumas empresas
Segundo a Aneel, a revisão tarifária considerou quatro vilões: impostos (24%), compra de energia (27,9%), custos de distribuição (28,9%) e encargos setoriais (13,4%). Esses encargos financiam subsídios e programas federais, conforme detalha o portal da Aneel.
Apenas 0,12% dos 4,11 milhões de clientes da Enel operam em média e alta tensão, mas respondem por parte significativa do consumo industrial. Para esse grupo, a tarifa sobe, em média, 9,61%, chegando a 12,21% nos consumidores de alta tensão.
“De cada R$ 100 pagos, apenas R$ 28,90 ficam com a distribuidora para operação e remuneração”, frisou a Enel Ceará em nota oficial.
Impacto no bolso e comparação com a inflação
Para os 86% de usuários residenciais e pequenos comércios, o acréscimo médio foi limitado a 4,67% – ainda assim acima da inflação acumulada de energia elétrica no IPCA, que ficou em 2,1% nos últimos 12 meses, segundo dados do IBGE.
Especialistas lembram que, com a alta, uma família que hoje paga R$ 250 poderá desembolsar R$ 260,75. Já uma indústria que paga R$ 50 mil mensais poderá ver a fatura ultrapassar R$ 56 mil, pressionando custos de produção e, potencialmente, preços ao consumidor.
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Crédito da imagem: Marcos Pinguim/EPTV