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Corpo de ex-‘The Bachelor’ surge seminu e é reconhecido um ano depois
Ilhas Canárias, Espanha – Um ano de angústia terminou para familiares de Annabella Lovas, 32, influenciadora húngara vista pela última vez em novembro de 2024. A polícia confirmou, nesta semana, que o corpo achado em março de 2025 num desfiladeiro da Gran Canária pertence à ex-participante do reality “The Bachelor”. A identificação só foi possível graças a exames odontológicos trocados entre Espanha e Hungria.
- Em resumo: Seminu e sem documentos, o corpo ficou meses como “invisível” nos registros até o cruzamento de dados dentários.
Tempestade, isolamento e um resgate de helicóptero
Encontrado no barranco de Berriel, ponto de difícil acesso da ilha, o cadáver precisou ser içado por helicóptero. Peritos estimaram que ele estava na água havia pelo menos três semanas, período que coincidiu com chuvas torrenciais que castigaram a região. A principal hipótese é de que Annabella tenha morrido em outro ponto e sido arrastada pela enxurrada.
Sem sinais de violência, a polícia espanhola encerrou o inquérito criminal, focando agora em reconstruir os últimos passos da influenciadora, que tratava um câncer de mama e, segundo amigos, enfrentava dificuldades financeiras.
“Ela foi encontrada nua da cintura para baixo; sem pertences, apenas tatuagens guiavam os peritos”, detalhou o diário espanhol El Periódico.
O drama das pessoas desaparecidas e o vácuo de dados transnacionais
Casos como o de Annabella expõem a fragilidade na troca internacional de registros. Na Espanha, mais de 20 mil ocorrências de desaparecimento são abertas a cada ano, segundo o Ministério do Interior. Já o Atlas da Violência, do Ipea, aponta que o Brasil contabiliza uma média de 70 mil pessoas desaparecidas anualmente, número que superaria várias cidades médias.

Especialistas em segurança explicam que, sem bancos de dados odontológicos ou genéticos padronizados, a identificação de estrangeiros pode levar meses – ou, como no caso de Lovas, mais de 300 dias. A situação é ainda mais crítica quando a vítima vive em situação de rua, longe de familiares que possam notar a ausência de imediato.
O que você acha? Sistemas globais de identificação deveriam ser unificados para agilizar casos como este? Para mais análises internacionais, acesse nossa editoria Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação
