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Corpo sem identidade é 3º homicídio do mês no Cariri
Barbalha/CE – Um homem foi executado a tiros na cabeça por volta das 13h de 3 de março de 2026, nas proximidades de um motel do bairro Bulandeira. O crime, sem testemunhas identificadas até o momento, marcou o terceiro assassinato de março no Cariri e o oitavo do ano apenas em Barbalha, intensificando a sensação de insegurança regional.
- Em resumo: vítima baleada na cabeça, sem documentos, eleva para 8 os homicídios de 2026 em Barbalha.
O que se sabe até agora
De acordo com a Polícia Militar, o homem estava sem qualquer identificação. Informações ainda extraoficiais apontam que ele seria morador do bairro Triângulo, em Juazeiro do Norte, mas essa hipótese segue em apuração. A perícia inicial não encontrou sinais de luta corporal, reforçando a linha de investigação de execução dirigida.
Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Ceará registrou 3 232 mortes violentas intencionais em 2023, o que equivale a quase nove assassinatos por dia. A sequência de crimes no Cariri, portanto, reflete uma estatística estadual que continua alarmante.
Em 40% do tempo que 2025 levou para acumular 20 mortes, Barbalha já soma oito assassinatos em 2026.
Escalada de violência e resposta policial
O homicídio desta semana ocorreu no mesmo bairro em que, dias antes, João Vitor Beserra Mendes, 20, morreu após trocar tiros com policiais civis durante uma intervenção que apreendeu uma pistola calibre .380, maconha, crack e dinheiro. A polícia local relaciona a proximidade de datas e locais a possíveis disputas por território de tráfico.
Especialistas lembram que a região do Cariri funciona como corredor logístico entre o Ceará e estados vizinhos, o que aumenta a incidência de crimes ligados ao comércio ilegal de entorpecentes. Um levantamento do Atlas da Violência indica que municípios cortados por rodovias federais apresentam, em média, 25% mais homicídios do que aqueles fora dessas rotas.

Até a publicação desta matéria, ninguém havia sido preso. A Delegacia Regional de Juazeiro do Norte assumiu o caso e solicita que informações anônimas sejam repassadas pelo Disque-Denúncia 181.
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Crédito da imagem: Divulgação
