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Corte de emendas parlamentares gera reação no Congresso
Corte de emendas parlamentares gera reação no Congresso – A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de vetar e remanejar cerca de R$ 11 bilhões em indicações de deputados e senadores no Orçamento de 2026 desencadeou uma ofensiva articulada para restaurar os valores no Parlamento.
O bloqueio afeta a parcela de R$ 11,5 bilhões destinada a emendas de comissão e de bancada, enquanto outros R$ 393 milhões foram vetados integralmente. Líderes do Centrão, da oposição e até de partidos da base avaliam que há votos suficientes para derrubar o veto presidencial.
Por que o Planalto enxugou as emendas
De acordo com a equipe econômica, o remanejamento permitirá reforçar programas sociais como Pé de Meia e Auxílio Gás e, ao mesmo tempo, preservar a meta do novo arcabouço fiscal. O Ministério da Fazenda estima que cada R$ 1 bilhão poupado reduz em 0,01 ponto percentual a pressão sobre o resultado primário, segundo dados divulgados pelo Banco Central do Brasil.
Apesar do argumento técnico, parlamentares reclamam que a medida enfraquece investimentos em saúde e infraestrutura nos municípios, áreas frequentemente sustentadas pelas transferências das emendas individuais.
Estratégia dos líderes e possível derrubada do veto
Nos bastidores, líderes como Davi Alcolumbre (União-AP) sinalizam que a análise do veto ocorrerá em sessão conjunta ainda neste semestre. Para ser derrubado, são necessários 257 votos na Câmara e 41 no Senado – números que, segundo articuladores do Centrão, estariam ao alcance sem necessidade de obstruir projetos populares, como o Programa Gás do Povo.
Além da oposição, partidos da base, caso do PDT e do Solidariedade, alegam que o corte gera desgaste regional em ano eleitoral. A expectativa é recompor ao menos os R$ 393 milhões vetados, utilizando o instrumento do PLN (Projeto de Lei do Congresso Nacional) para redistribuir a verba.

Embora o governo avalie que o gesto sinalize austeridade à sociedade, analistas alertam que um revés na votação pode indicar fragilidade na articulação política e limitar futuras negociações orçamentárias.
No cenário de tensão entre ajuste fiscal e demandas regionais, a votação do veto promete ser um teste decisivo de força entre Executivo e Legislativo. Para acompanhar os desdobramentos da pauta em Brasília, acesse nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: Divulgação
