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Cotas de importação de carne bovina em China e México
Cotas de importação de carne bovina em China e México — A decisão tomada no início de janeiro pelos dois países de impor limites às compras externas de carne bovina abre um novo cenário para as exportações do Brasil, líder global no setor.
A China fixou a quota anual em 1,1 milhão de toneladas com tarifa de 12%; o excedente sofrerá sobretaxa de 55%. Já o México autorizou 70 mil toneladas isentas de imposto e cobrará 20% sobre volumes adicionais.
Como funcionam as novas cotas
Em 2025, os chineses adquiriram 1,6 milhão de toneladas de carne brasileira. A redução imediata de cerca de 500 mil toneladas pode pressionar fornecedores alternativos, já que o país asiático mantém consumo elevado e produção interna insuficiente, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária.
No México, o corte é menor, mas sinaliza maior proteção ao produtor local, cujo rebanho diminuiu após surtos de bicheira do Novo Mundo. A proximidade com os Estados Unidos — hoje com o menor rebanho desde a década de 1960 — torna o mercado mexicano estratégico para o redirecionamento de carne brasileira.
Impacto esperado no mercado brasileiro
Mesmo com possíveis ajustes de destino, economistas projetam que os preços internos sigam firmes em 2026. O ciclo pecuário brasileiro está na fase de retenção de fêmeas, o que reduz a oferta de animais para abate e limita a disponibilidade de cortes no varejo.
Além disso, o IPCA de novembro mostrou alta acumulada de 5% no subgrupo carnes. Eventos como eleições e Copa do Mundo devem sustentar a demanda doméstica, mitigando qualquer alívio de preço trazido por eventual sobra de exportação.
Especialistas ponderam que parte do volume fora das cotas poderá encontrar novos compradores. Estados Unidos, Filipinas e Argentina — que multiplicou por 20 as compras do produto brasileiro em 2025 — despontam como opções, enquanto negociações avançam com mercados exigentes, como o Japão.

Em paralelo, Brasília já negocia a readequação das cotas impostas por Pequim. Cada fornecedor asiático recebeu limite próprio, e o Brasil busca ampliar sua fatia, aproveitando a competitividade gerada por câmbio favorável e custos menores de produção.
Para o consumidor brasileiro, o cenário combina menor oferta de boi gordo no segundo semestre e exportações ainda robustas no começo do ano, fatores que tendem a manter os preços na casa de 2025.
No fechamento, analistas recomendam atenção ao calendário internacional: à medida que quotas aumentem gradualmente até 2029 na China, haverá espaço para renegociar volumes e minimizar choques de mercado.
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Crédito da imagem: Divulgação / Tiago Morheto (Pexels)
