Miami (EUA) – O primeiro teste prático do novo regulamento da Fórmula 1 chega neste fim de semana ao GP de Miami (1º a 3 de maio), mas o ex-piloto David Coulthard alerta que o público não deve esperar mudanças visíveis de imediato.
- Em resumo: Para Coulthard, o traçado travado de Miami tende a “esconder” o real impacto das novas regras logo na estreia.
Por que o circuito pode mascarar o resultado
Com longos setores de baixa e média velocidade, o Miami International Autodrome não favorece grandes variações de desempenho após ajustes aerodinâmicos e de gerenciamento de energia. A avaliação de Coulthard reforça que só pistas mais velozes revelarão diferenças substanciais, algo que estatísticas da própria categoria indicam: em 2023, 72% das ultrapassagens ocorreram em trechos acima de 250 km/h, segundo dados oficiais da F1.
Nesse cenário, qualquer reflexo imediato do novo limite de recuperação de bateria ou das regras de segurança revividas após o acidente de Oliver Bearman em Suzuka deve ser mínimo.
“Em Miami provavelmente não veremos resultados dessas mudanças por causa da natureza da pista”, enfatizou Coulthard.
Mudanças prometem redefinir as ultrapassagens
O escocês também projeta menos ultrapassagens, porém com manobras mais estratégicas. A previsão dialoga com levantamentos da FIA após a reforma aerodinâmica de 2022, que elevou em 35% o número médio de passes em GPs, mas expôs disputas excessivamente artificiais.
Ao limitar a descarga instantânea de energia e ajustar zonas de DRS, a categoria busca priorizar o “posicionamento limpo” e a leitura de vácuo – conceito hoje inspirado nas corridas da década de 1990. Caso o plano dê certo, especialistas falam em ganho de até 0,3s por volta para quem souber “guardar” bateria para retas decisivas, efeito que deve aparecer com clareza em circuitos como Barcelona e Silverstone, nas próximas semanas.
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