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CPI ouve Eduardo Leite e empresário sobre aliciamento juvenil
Brasília – Em sessão marcada para terça-feira (10), a CPI do Crime Organizado colocará sob os holofotes o recrutamento de adolescentes por facções e, na sequência, ouvirá o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o empresário João Carlos Mansur, investigado no caso Banco Master.
- Em resumo: Comissão quer saber como quadrilhas cooptam jovens e que ações governamentais podem conter essa escalada.
Juíza e números alarmantes entram em cena
A primeira a falar será a juíza Vanessa Cavalieri, da Vara da Infância e Juventude do Rio. Ela deve apresentar estatísticas que mostram o avanço de facções em escolas e redes sociais. De acordo com o Atlas da Violência, 4 em cada 10 homicídios de jovens em 2022 tiveram relação com disputas de grupos criminosos.
Especialistas alertam que táticas de sedução online — promessa de status, renda rápida e até “proteção” — encurtam o tempo entre o primeiro contato e a entrada do menor na atividade ilegal.
“Se o Estado não preencher esse vazio de oportunidades, o crime organizado continuará recrutando crianças cada vez mais cedo”, adiantou um membro da CPI.
Governador promete plano estadual; empresário enfrentará perguntas sobre lavagem
Na quarta-feira (11), Eduardo Leite detalhará ao colegiado o programa gaúcho que combina policiamento comunitário e bolsas de estudo para afastar jovens das facções. O modelo reduziu em 18% os assassinatos de menores no estado, segundo dados oficiais.
Já João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos, deverá explicar as suspeitas de lavagem de dinheiro que teriam irrigado a expansão de facções no Sudeste. Mansur alega inocência, mas senadores querem cruzar as operações do Banco Master com boletins de inteligência financeira.
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Crédito da imagem: Divulgação / Senado Federal
