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sexta-feira, março 13, 2026

CPMI pressiona banco por 250 mil consignados sem aval

CPMI pressiona banco por 250 mil consignados sem aval

BRASÍLIA – A CPMI do INSS marcou para a próxima quinta-feira (5) o depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, do empresário Maurício Camisotti e do presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior. O trio deve detalhar como 250 mil contratos de empréstimo consignado foram firmados sem autorização formal de aposentados, gerando descontos irregulares.

  • Em resumo: Banco Master é alvo de investigação por 250 mil contratos; associação ligada a Camisotti teria retido R$178 mi.

Por que o Banco Master virou prioridade

A Polícia Federal apura se o grupo de Vorcaro fraudou documentos para incluir aposentados em empréstimos, prática que contraria normas do INSS e do Banco Central. De acordo com dados da Febraban, o crédito consignado movimenta mais de R$ 580 bilhões ao ano, o que explica o apetite do mercado e a vigilância crescente dos órgãos de controle.

O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), já pediu ao ministro Dias Toffoli autorização para que o banqueiro, que cumpre medida restritiva, compareça presencialmente.

“Vorcaro precisará explicar como manteve descontos sem a anuência de quem recebia o benefício”, afirmou Viana.

Camisotti e os R$178 milhões em descontos da Ambec

Maurício Camisotti, apontado como sócio oculto da Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (Ambec), tenta se escorar em habeas corpus para faltar, mas a CPMI recorreu ao STF. Relatórios da Controladoria-Geral da União indicam que a Ambec reteve R$178 milhões entre 2019 e 2024, valor que, segundo a comissão, teria sido “lavado” via empresas do grupo Total Health.

A oitiva é considerada tão estratégica quanto a de Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, porque pode revelar a rota do dinheiro e o elo entre associações e instituições financeiras.

O que o atual presidente do INSS promete revelar

Gilberto Waller Júnior deve listar contratos suspensos e justificativas para afastamentos de servidores. Desde que assumiu, Waller bloqueou repasses a bancos e revisou sistemas internos. A CPMI quer saber se as falhas são pontuais ou estruturais e se novos mecanismos de verificação evitarão fraudes futuras.

Com mais de 200 pessoas convocadas, a comissão já discute solicitar 60 dias extras de funcionamento para concluir a análise de documentos retidos pelo STF e ouvir os principais investigados.

O que você acha? A fiscalização deve ser estendida a todas as instituições que operam consignado? Para mais detalhes, acesse nossa editoria de Segurança.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://c4noticias.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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