MADRID, ESPANHA – Karolina Pliskova, 34 anos, calou a Caja Mágica ao virar um jogo praticamente perdido e garantir vaga nas oitavas de final do WTA 1000 de Madrid, façanha que a ex-número 1 não alcançava desde 2018.
- Em resumo: Checa saiu de 1-4 e 0-40 no set decisivo, salvou três break-points e venceu Elise Mertens por 7-5, 2-6 e 7-6(3).
Virada histórica em dois sets e meio de tensão
Pliskova começou em ritmo lento, mas encontrou o primeiro saque (foram 12 aces) e neutralizou a consistência da belga, 21.ª do mundo. A reação coroou o primeiro avanço da checa às 16 melhores de um WTA 1000 desde Dubai-2024, segundo dados oficiais da WTA.
A maratona ultrapassou as duas horas e manteve o público em pé no estádio Manolo Santana, cativo dos antigos lampejos que levaram Pliskova ao topo do ranking em 2017.
“NEVER giving up 💪” – perfil oficial da WTA no X (antigo Twitter), celebrando a arrancada da checa no 1-4 da parcial decisiva.
O que vem pela frente e por que importa
Na próxima segunda-feira, Pliskova encara a sensação argentina Solana Sierra, 19 anos, que disputa apenas seu segundo WTA 1000. A vencedora pode desafiar nomes do top 10 nas quartas, oportunidade que vale 215 pontos no ranking e cerca de US$ 115 mil em premiação.
Desde que o torneio passou a ter chave de 96 jogadoras, apenas quatro atletas acima dos 30 anos alcançaram as quartas em Madrid. Pliskova tenta entrar nesse grupo e seguir a tendência de longevidade observada no circuito feminino — quase 30 % das tenistas do top 50 têm mais de 30 anos, de acordo com levantamento do Atlas da Violência.
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