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De dança no Louvre a drink próprio: o tour Oscar de Wagner Moura
LOS ANGELES, EUA – Faltando poucos dias para a entrega do Oscar 2026, Wagner Moura encerra uma maratona de 10 meses que o levou de Cannes ao talk-show de Jimmy Kimmel, numa ofensiva calculada para garantir visibilidade a “O Agente Secreto”. A estratégia – indispensável porque os votantes da Academia não assistem a todos os títulos – selou mais de 50 prêmios e transformou o ator baiano em símbolo da cultura brasileira no exterior.
- Em resumo: Moura passou por 6 países, venceu 7 troféus individuais e até virou nome de coquetel, o “Wagner Moura-tini”.
Roteiro cronometrado – e cheio de samba
O pontapé ocorreu em maio de 2025, quando o filme foi aplaudido por 15 minutos no Festival de Cannes. De lá para cá, o ator alternou gravações em Londres com tapetes vermelhos em Paris, Toronto, Nova York e Zurique. Em cada parada, repetiu o mesmo mantra: “É um filme bem brasileiro”. Em Salvador, sua terra natal, dançou ao som do hit “O baiano tem o molho” na marquise do Cine Glauber Rocha.
Em janeiro, já em clima de reta final, o brasileiro conquistou o New York Film Critics Circle Awards e ganhou um drink batizado com seu nome. O circuito incluiu ainda o Globo de Ouro, BAFTA Tea Party e o Virtuoso Award em Santa Bárbara, todos transmitidos por Globo e Band, que apostam na audiência da premiação.
“Nenhum país se desenvolve sem se ver. Temos que nos ver em nossas produções, nos nossos filmes.” – Wagner Moura, discurso em Nova York.
Por que tanto barulho importa?
Segundo o IBGE, apenas 16% dos brasileiros vão ao cinema mais de quatro vezes por ano. A vitrine internacional pode estimular o mercado interno e atrair investimentos: quando “Cidade de Deus” disputou o Oscar em 2004, o número de produções nacionais saltou 38% no triênio seguinte.

Além disso, “O Agente Secreto” concorre em quatro categorias (Ator, Filme, Filme Internacional e Elenco), algo inédito para um longa falado em português. Se conquistar a estatueta, será o primeiro ator do país premiado na categoria principal, abrindo portas a colegas sul-americanos, como o próprio Moura frisou durante o almoço dos indicados.
E você? A campanha agressiva de Moura reforça o orgulho nacional ou exagera na autopromoção? Para acompanhar outras histórias do mundo pop, visite nossa editoria.
Crédito da imagem: Divulgação
