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De pedreiro a 250 mi de streams: o salto meteórico de DJ Japa NK
São Paulo/SP – Em apenas três anos, DJ Japa NK, 33, passou de ajudante de pedreiro no Capão Redondo ao topo do Spotify Brasil. Seu arrocha-funk “Posso Até Não te Dar Flores” já acumula mais de 250 milhões de reproduções e sustenta 16 semanas ininterruptas na liderança da plataforma, tornando-se trilha quase obrigatória dos blocos de pré-carnaval de 2026.
- Em resumo: Hit bateu recorde, destronou Menos É Mais e projeta o funk como rival direto do sertanejo no streaming.
Como “Flores” virou fenômeno de 16 semanas
Nascida numa madrugada no Guarujá, a faixa combina batida de arrocha com samples retrabalhados de funk 2010. A estratégia de alternar um beat “calmo” e outro “explosivo” cria a sensação de música curta e incentiva o replay, explicam produtores. Para o DJ, esse formato explica a marca histórica de execuções que, segundo levantamento da plataforma, já supera “P do Pecado”, antigo número 1.
O desempenho chama atenção de executivos: dados do IBGE apontam que o funk já figura entre os três ritmos mais consumidos no país, refletindo o avanço do gênero nos próprios algoritmos do Spotify e do Google Discover.
“Quando terminamos era 6h da manhã. Pensei: ‘acabei de acertar um hit, não faço mais nada hoje’”, relembra Japa NK.
Identidade japonesa e números que vão além da música
Filho de faxineira e pedreiro, Adenilton Sapucaia dos Santos ganhou o apelido “Japa” pelos traços herdados de antepassados asiáticos. Ele é minoria estatística: apenas 0,4 % dos brasileiros se identificam como amarelos, percentual que salta para 2,1 % na capital paulista, de acordo com o Censo 2022.

Essa representatividade, somada ao cordão de ouro com pingente de tubarão – homenagem ao parceiro MC Ryan SP – virou assinatura visual nos palcos. Fora deles, o DJ mantém rotina de estúdio que começa ao anoitecer e vai até o amanhecer, replicando o mesmo método que gerou cinco das 15 faixas mais ouvidas do país neste início de ano.
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Crédito da imagem: Divulgação / g1
