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De Recife a Los Angeles: Pupillo lança disco em selo dos EUA
RECIFE (PE) – Lançado em 6 de março, o primeiro álbum solo do baterista e produtor Pupillo chegou às plataformas após gravações em Los Angeles e transmissão pela Band, projetando o som pernambucano para o mercado internacional.
- Em resumo: Disco instrumental reúne 12 faixas, convidados de três continentes e assinatura do selo norte-americano Amor in Sound.
Colaborações globais turbinam a sonoridade
Entre scratches do californiano The Gaslamp Killer e o piano jazzístico de Amaro Freitas, o álbum costura manguebeat, funk e psicodelia. Nos vocais, nomes como Céu e a portuguesa Carminho ampliam o alcance pop da obra, enquanto o francês Hervé Salters injeta suingue eletrônico.
O resultado lembra o caminho de artistas que exportam regionalidade: de acordo com dados do IBGE, Pernambuco abriga mais de 9,6 milhões de habitantes e sustenta uma das cenas musicais mais prolíficas do Nordeste.
“Meu disco reverencia os símbolos e paisagens do Nordeste brasileiro, respeitando a tradição e entendendo a necessidade de renovação”, escreveu Pupillo nas redes.
Manguebeat, mercado e impacto cultural
Apadrinhado por Mario Caldato Jr., produtor ligado aos Beastie Boys, o trabalho reafirma a potência iniciada nos anos 1990 com a Nação Zumbi e o movimento Manguebeat. Agora, a aposta é conquistar novas playlists: segundo a Pro-Música Brasil, o streaming respondeu por 85% da receita fonográfica nacional em 2023, sinalizando terreno fértil para projetos autorais de nicho.

Além de exaltar pífanos da Banda de Caruaru e o legado de Naná Vasconcelos, Pupillo incorpora beats de MPC e sintetizadores que dialogam com a cena global de Los Angeles, rota de brasileiros que almejam indicações ao Grammy Latino.
O que você acha? A mistura de ritmos regionais com produção internacional fortalece a identidade brasileira ou pode diluí-la? Para mais pautas de cultura pop, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Fred Siewerdt
