Deduções médicas sem teto podem reduzir a zero seu IR 2026

Brasília/DF – A temporada de entrega do Imposto de Renda 2026 começa com uma boa notícia para quem enfrentou despesas pesadas em 2025: certos gastos com saúde continuam sem limite de dedução, abrindo a chance de zerar — ou ao menos reduzir drasticamente — o valor devido à Receita Federal.

  • Em resumo: despesas médicas seguem ilimitadas, enquanto educação mantém teto de R$ 3.561,50 por pessoa.

Por que a dedução médica é a arma mais forte

Cirurgias, exames laboratoriais, planos de saúde e até próteses ortopédicas entram na lista de abatimentos integrais. Segundo normativos da Receita Federal, basta que o nome, CPF ou CNPJ do prestador, data e assinatura constem no recibo para garantir a validade fiscal.

Na prática, quem registrou, por exemplo, R$ 45 mil de rendimentos tributáveis e R$ 20 mil em despesas médicas pode reduzir a base de cálculo para R$ 25 mil. Dependendo da faixa, o tributo pode até ser completamente anulado.

“A dedução médica continua sem teto; o contribuinte pode declarar todo o valor e abater integralmente do imposto devido”, reforça o manual do IR 2026.

Limite apertado para educação — mas ainda vantajoso

No caso de mensalidades escolares, o teto permanece em R$ 3.561,50 por dependente. Vale para creche, ensino fundamental, médio, técnico, graduação e pós. Gastos com cursinhos, idiomas ou material escolar ficam de fora.

Para quem tem dois filhos em escola particular, o benefício totaliza R$ 7.123,00, suficiente para migrar de uma alíquota de 27,5% para 22,5% em muitos cenários. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), o valor médio anual de uma escola privada no país gira em torno de R$ 11 mil por aluno, o que significa que até um terço dessa despesa pode ser recuperado em forma de abatimento.

Simplificada ou completa? Entenda o cálculo

A declaração simplificada continua oferecendo desconto padrão de 20% sobre a renda, limitado a R$ 16.754,34. Relatórios da própria Receita mostram que, em 2024, cerca de 68% dos contribuintes optaram por esse modelo pela praticidade.

Quem desembolsou valores relevantes em saúde ou tem vários dependentes tende, contudo, a economizar mais na versão completa. A dica dos especialistas é simular ambos os formatos antes de transmitir o documento.

O que você acha? A dedução ilimitada em saúde deveria ser estendida a outros setores, como educação? Para mais orientações financeiras, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação

Marta Silva

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