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Demanda em queda faz Heineken cortar até 6 mil vagas globais
Heineken – Na última quarta-feira (11), a segunda maior cervejaria do mundo confirmou que irá eliminar até 6 000 postos de trabalho, cerca de 7% de sua força global, após registrar um 2025 de vendas fracas e margens pressionadas.
- Em resumo: cortes miram produtividade e ocorrerão nos próximos dois anos, com foco na Europa e mercados de menor expansão.
Por que o aperto veio agora?
A companhia anunciou que, mesmo com lucro operacional 4,4% maior em 2025, pretende crescer “com menos recursos” para se igualar à eficiência de rivais. Relatórios da Banco Central Europeu mostram que inflação persistente tem limitado o orçamento dos consumidores, o que ajudou a derrubar o volume de cerveja vendido em mercados maduros.
O enxugamento ocorre em paralelo à busca por um novo CEO, após a saída inesperada de Dolf van den Brink em janeiro.
“Estamos fazendo isso para fortalecer nossas operações e poder investir no crescimento”, justificou o diretor financeiro Harold van den Broek.
Quais setores e países serão mais afetados?
Segundo a empresa, parte dos desligamentos recairá sobre escritórios europeus, cadeia de suprimentos e unidades regionais consideradas menos estratégicas. Áreas de back-office e suporte devem concentrar a maior parte das demissões.

Para 2026, a cervejaria projeta avanço no lucro de apenas 2% a 6%, bem abaixo dos 4% a 8% estimados para 2025. O movimento ecoa decisões semelhantes da Carlsberg e de outras gigantes de bebidas alcoólicas, que vêm vendendo ativos e fechando fábricas para conter custos.
E você, acredita que esses cortes garantem competitividade ou sinalizam crise mais profunda no setor? Compartilhe sua opinião e, para acompanhar outras movimentações do mercado financeiro, visite nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
