Budapeste, Hungria – Em uma virada que sacode o tabuleiro político europeu, o partido de centro Tisza venceu as eleições legislativas de domingo (12) e assegurou maioria no Parlamento, encerrando 16 anos consecutivos de controle do primeiro-ministro Viktor Orbán.
- Em resumo: Com 95,63% das urnas apuradas, a oposição tomou o lugar que Orbán ocupava desde 2010.
Mudança após 16 anos: como a vitória se consolidou
A Comissão Eleitoral Central confirmou que o Tisza obteve mais de 50% dos assentos, segundo projeção divulgada pela agência Reuters. A legenda concentrou votos em Budapeste e nas regiões urbanas, invertendo tendência que vinha favorecendo o Fidesz, partido de Orbán.
Observadores internacionais relataram participação de 68%, a maior desde 2006, fator decisivo para o resultado.
“Encerramos um ciclo de 16 anos de poder do primeiro-ministro Viktor Orbán”, declarou o porta-voz do Tisza logo após a apuração de 95,63% das urnas.
Por que o resultado importa para a Europa e para o Brasil
Orbán era o chefe de governo mais longevo da União Europeia. Sob seu mandato, o Freedom House rebaixou a Hungria para o status de “parcialmente livre” em 2020, e o bloco chegou a congelar €6,3 bilhões em fundos devido a conflitos sobre estado de direito. A mudança de comando poderá destravar esses repasses e redefinir a política migratória do país.

No mercado, o forint subiu 2,1% nesta segunda-feira (13), maior salto diário desde 2022, refletindo expectativa de retomada de diálogo com Bruxelas. Para o Brasil, parceiros comerciais na UE monitoram possíveis ajustes na posição húngara sobre o acordo Mercosul-UE.
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