Manaus/AM - A prisão temporária de 30 dias do treinador Melqui Galvão, investigado por crimes sexuais contra menores, deflagrou uma mudança de comando na BJJ College e levou o bicampeão do ADCC Diogo Reis a um posicionamento público de repúdio e cautela.
- Em resumo: Galvão foi afastado, Diogo Reis assumiu a equipe e exige apuração integral das denúncias.
Entenda a troca de liderança na equipe
A BJJ College divulgou nota oficial transferindo a chefia técnica para Diogo Reis e Mica Galvão poucas horas após a ordem judicial que levou Melqui à cadeia. O atleta, conhecido como “Baby Shark”, reforçou nas redes que mantém gratidão pessoal ao mestre, mas que “repudia qualquer forma de violência contra mulheres e crianças”.
O afastamento imediato segue a prática de compliance esportivo que se tornou padrão em grandes academias após escândalos. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, institutos esportivos que agem rápido reduzem em até 40 % o risco de perda de patrocínio em casos similares.
“Que os fatos sejam devidamente investigados pelas autoridades competentes e que a Justiça seja feita”, declarou Diogo Reis no Instagram.
Crimes sexuais em números: por que o caso preocupa
O 17º Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostra que, somente em 2022, o país registrou 74,930 ocorrências de estupro de vulnerável — média de um caso a cada sete minutos. O processo contra Melqui Galvão, que inclui suspeitas de ameaça, importunação sexual e invasão de dispositivo eletrônico, reforça o alerta para a vulnerabilidade de alunos menores em ambientes esportivos.
No jiu-jítsu, a figura do treinador costuma extrapolar o tatame, funcionando como mentor pessoal. Especialistas em proteção infantil recomendam contratos formais e a presença obrigatória de responsáveis durante sessões com atletas adolescentes, práticas que a nova liderança da BJJ College promete adotar.
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Crédito da imagem: Reprodução/Instagram