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Dez queixas de Blake Lively contra Justin Baldoni caem na Justiça
Estados Unidos – Um tribunal norte-americano afastou 10 das 13 denúncias que a atriz Blake Lively move contra o diretor e ator Justin Baldoni, previstas no processo que discute bastidores do filme “É Assim que Acaba” (2024). A decisão, publicada na última quinta-feira (2), mantém apenas as acusações de quebra de contrato, retaliação e cumplicidade em retaliação, que devem ser julgadas em maio e podem redefinir a relação entre estrelas e produtores em Hollywood.
- Em resumo: assédio e difamação ficaram fora do processo; só 3 pontos seguirão para o júri.
Por que 10 acusações foram descartadas?
O magistrado avaliou que não havia provas suficientes para sustentar que Baldoni teria cometido assédio sexual, difamação ou conspirado para sabotar a carreira de Lively. Segundo a decisão, parte das acusações “esbarra no direito constitucional de liberdade de expressão” e carece de evidências materiais, conforme documentos do processo obtidos pela Equal Employment Opportunity Commission (EEOC).
Mesmo assim, o juiz considerou plausível a tese de que cláusulas contratuais podem ter sido violadas e que a atriz sofreu retaliação após reportar condutas que julgou impróprias no set.
“A permanência de três acusações centrais indica que haverá, sim, escrutínio sobre os métodos de produção e sobre a cultura de poder em grandes estúdios”, apontou a defesa de Lively, em nota.
Impacto para Hollywood e para o público
Embora os bastidores estejam em disputa judicial, “É Assim que Acaba” arrecadou cerca de US$ 350 milhões globalmente, mostrando que polêmica nem sempre freia as bilheterias. Casos semelhantes, como o de Harvey Weinstein, impulsionaram o movimento #MeToo e fizeram disparar em 62 % as denúncias de assédio na indústria do entretenimento entre 2017 e 2021, de acordo com a própria EEOC.

Especialistas em direito do trabalho observam que a sobrevivência da acusação de retaliação pode estabelecer precedente decisivo: ao provar que uma artista sofreu represália por denunciar condutas abusivas, abre-se caminho para indenizações mais altas e cláusulas de proteção mais rígidas em contratos futuros.
O que você acha? Decisões como esta ajudam a tornar os sets de filmagem mais seguros ou prejudicam a liberdade criativa? Para ler mais conteúdos sobre o universo das celebridades, acesse nossa editoria Pop.
Crédito da imagem: Divulgação / Invision-AP
