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Diarista premium fatura R$ 8 mil e recebe 6x a média do setor
SÃO PAULO/SP – Em entrevista exibida pela Band, a diarista Cláudia Rodrigues contou como trocou as madrugadas em ônibus lotados por uma agenda de serviços de alto padrão que lhe rende, no mínimo, R$ 8 mil por mês – valor quase seis vezes acima da média de R$ 1.367 paga a trabalhadores domésticos no Brasil, segundo o IBGE.
- Em resumo: ao adotar técnica, cronograma e imagem profissional, Cláudia cobra até R$ 330 por diária e mantém lista de espera.
Da maratona de ônibus ao Instagram: a virada
Até 2023, Cláudia percorria toda a capital paulista ganhando R$ 120 por dia. A mudança veio quando conheceu, pelas redes sociais, cursos de “faxina premium” que ensinam catalogar pisos, escolher químicos adequados e criar pacotes fechados.
Hoje, os serviços custam R$ 250 (4h), R$ 280 (6h) e R$ 330 (8h), com extras de até R$ 100 para limpeza de geladeira ou armários. Ela formalizou-se como MEI, investiu em uniforme e contrata uma assistente para dar conta da procura. Dados do IBGE apontam que, mesmo com a retração do emprego doméstico formal – 1,7 milhão de vínculos perdidos desde 2014 –, o mercado de diárias segue aquecido em grandes capitais.
“Não tiro menos de R$ 8 mil. Minha agenda está sempre cheia”, afirma Cláudia.
Ganhos altos, mas sem descuidar da lei e da previdência
Especialistas lembram que a remuneração atrativa não elimina riscos trabalhistas. Desde a Lei Complementar 150/2015, diaristas que trabalhem mais de dois dias por semana para o mesmo empregador devem ser registradas. Fora disso, é preciso bancar a própria contribuição ao INSS para garantir aposentadoria e auxílio-doença.

O Sebrae recomenda que a profissional calcule transporte, produtos, marketing digital e manutenção de equipamentos antes de definir preços. A formalização via MEI facilita emissão de nota, acesso a crédito e comprovação de renda – etapa considerada crucial para quem pretende manter estabilidade em um segmento cada vez mais competitivo.
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Crédito da imagem: Divulgação
