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Brasília – O preço médio do diesel nos postos brasileiros cedeu para R$ 7,43, queda de 0,2%, na primeira retração desde o início das tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã, em 28 de fevereiro. O recuo alivia caminhoneiros e encadeia efeitos diretos sobre fretes, alimentos e inflação.
- Em resumo: Diesel recua pela 1ª vez após alta de 60% no Brent provocada pelo conflito.
Por que a bomba ficou mais barata?
Segundo dados oficiais da ANP, refinarias começaram a repassar a desvalorização recente do petróleo tipo Brent, que fechou a US$ 94,33, depois de ter tocado US$ 118,32 no auge da crise. Operações da Polícia Federal e da própria agência também miraram distribuidoras acusadas de abuso de margem, forçando estabilidade nos pontos de venda.
O governo mantém sobre a mesa subsídios e isenção de PIS/Cofins para evitar novas explosões de custo, estratégia semelhante à adotada em 2022, quando a taxação federal respondeu por 9% do valor do litro.
“É cedo para sentir o efeito das medidas, mas a fiscalização intensa explica a freada”, avalia Rodrigo Zingales, diretor da Abrilivre.
Impacto no bolso e na inflação
O diesel representa cerca de 54% do custo operacional no transporte rodoviário de cargas, aponta a Fundação Dom Cabral. Cada variação de 1% no combustível pode acrescentar até 0,05 ponto percentual ao IPCA, de acordo com o Banco Central. A queda, embora tímida, tende a conter pressões em cadeias sensíveis como hortifrúti e grãos.

Especialistas lembram que o câmbio permanece como fator de risco: a cada R$ 0,10 de desvalorização do real ante o dólar, o litro do diesel importado encarece cerca de R$ 0,06. Por isso, o mercado monitora o comportamento do dólar e possíveis sanções adicionais no Oriente Médio.
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