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Dívida dispara 7 pts, mas renda recorde marca legado Haddad
BRASÍLIA (DF) – Encerrada a gestão de Fernando Haddad na Fazenda na última quinta-feira (19), o governo se despede de um ministro que viu a dívida pública saltar para quase 79% do PIB, mas entregou inflação dentro da meta, desemprego no menor patamar histórico e renda média em nível recorde.
- Em resumo: dívida cresceu 7 pontos, porém PIB superou projeções em todos os anos.
Arcabouço, reforma e dívida: vitórias X alertas
Nos pouco mais de três anos no cargo, Haddad emplacou o arcabouço fiscal, a reforma tributária e elevou a faixa de isenção do IR para quem recebe até R$ 5 mil. Segundo dados do Banco Central, mesmo com tais avanços, o endividamento federal passou de 72% para 79% do PIB, nível que supera a média latino-americana (66%).
A elevação foi turbinada por sucessivos déficits e pelo juro real de dois dígitos, cenário que seu sucessor, Dario Durigan, herda em pleno ano pré-eleitoral. Especialistas lembram que cada ponto percentual adicional na Selic acrescenta cerca de R$ 38 bilhões à conta de juros da União.
“O pior emprego do mundo permanece sendo o de ministro da Fazenda, mas Haddad conseguiu entregar reformas que outros tentaram e fracassaram”, avaliou Thomas Traumann no podcast O Assunto.
O que muda para o seu bolso agora
A manutenção da inflação dentro do teto – 3,8% em 12 meses – ajuda a segurar o poder de compra, enquanto o desemprego em 7,3% reforça a renda média, hoje em R$ 3.055, recorde da série do IBGE. No entanto, o Tesouro precisará rolar uma dívida de R$ 1,6 trilhão apenas em 2026, aumentando a exposição a choques de mercado.
Do lado político, Haddad já é pré-candidato ao governo paulista, o que deve transferir parte do debate econômico para o palanque eleitoral. O novo titular da Fazenda terá de provar rápido que consegue avançar na regulamentação da reforma tributária e conter gastos obrigatórios que crescem acima de 6% ao ano.
O que você acha? A saída de Haddad abre espaço para mudanças profundas na política fiscal? Para mais análises, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação
