Divórcio de Mel Gibson custou R$ 2 bi e fez história

Divórcio de Mel Gibson custou R$ 2 bi e fez história

Divórcio de Mel Gibson custou R$ 2 bi e fez história – Em 2011, a dissolução do casamento de 31 anos entre o ator e cineasta australiano-americano e a ex-enfermeira Robyn Moore entrou para o seleto grupo das separações mais onerosas do entretenimento mundial.

Sem acordo pré-nupcial, o casal dividiu, em partes iguais, a fortuna estimada em US$ 425 milhões à época — cifra que, em valores atuais, supera R$ 2 bilhões.

Ausência de pré-nupcial ampliou o impacto financeiro

Na Califórnia, onde o processo foi protocolado, a lei de “comunhão total” determina a divisão de todos os bens adquiridos durante o matrimônio. Por isso, propriedades, participações em filmes de sucesso como “Coração Valente” e “A Paixão de Cristo” e até rendimentos futuros entraram no cálculo.

Especialistas em direito de família explicam que, sem um contrato anterior, não há margem para contestação. Estudo de 2023 da American Academy of Matrimonial Lawyers mostra que 50% dos advogados registraram aumento na procura por pré-nupciais, reflexo de casos como o de Gibson, segundo a Forbes.

Riqueza construída em três décadas de carreira

Além dos cachês como ator, Gibson faturou cifras milionárias na função de produtor e diretor. “A Paixão de Cristo”, por exemplo, arrecadou US$ 612 milhões em bilheteria mundial, sendo financiado quase integralmente pelo próprio artista.

A repartição incluiu ainda imóveis em Malibu, uma fazenda na Costa Rica e lucros de sua empresa de produção, a Icon Entertainment. Robyn Moore ficou com cerca de US$ 212 milhões, consolidando o processo como um dos dez divórcios mais caros já confirmados no cinema.

Apesar do impacto, Mel Gibson permaneceu no topo da lista dos mais bem pagos de Hollywood, o que evidencia a magnitude de seu patrimônio antes da partilha.

O caso reforça a importância de acordos prévios em uniões milionárias e serve de alerta para celebridades que não desejam ver suas fortunas repartidas em disputas judiciais prolongadas.

No universo das separações de alto valor, estima-se que 70% envolvam ativos intangíveis — como royalties e direitos de imagem —, elementos que podem prolongar a definição da cifra final.

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Crédito da imagem: Divulgação

Ana Catarina

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