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quinta-feira, março 26, 2026

Do açougue ao cachê de R$ 80 mil: Filho do Piseiro vira febre

Do açougue ao cachê de R$ 80 mil: Filho do Piseiro vira febre

Manaus/AM – Em menos de dois anos, Everton da Silva de Souza transformou a “boca do médio grave” num negócio que movimenta R$ 80 mil por apresentação, agenda lotada e gravação de DVD com transmissão pela Band.

  • Em resumo: Bordão viral garantiu 22 mi de plays e um ônibus customizado para a turnê nacional.

Da calçada do açougue ao topo do Spotify

O artista começou em 2019, tocando voz e violão diante do açougue do tio para atrair freguesia. O “investimento” era modesto: violão, microfone e caixa de som custados com R$ 1 mil emprestados pela família. O cenário mudou quando, em 2025, um vídeo dele cantando “Meu Pai Paga a Minha Faculdade” explodiu nas redes; o hit hoje soma 7,5 mi de streams.

A façanha ocorreu sem gravadora e com equipe própria de 10 pessoas. O resultado: entrada direta no Top 15 Virais do Spotify e mais de 3 mi de seguidores entre Instagram e TikTok, números que colocam o amazonense no radar da indústria musical. Segundo dados do IBGE, o mercado de música digital movimentou quase R$ 2 bi em 2023, e boa parte desse montante vem justamente de artistas independentes como ele.

“Estou vivendo coisas tão maravilhosas que acho que estou dormindo. Se for sonho, não me acorde”, declarou o cantor.

R$ 1 mil viraram ônibus próprio e 26 shows de São João

Hoje, Filho do Piseiro administra cachês que atingem R$ 80 mil, reinvestidos em staff, banda completa e um ônibus plotado com seu rosto. O artista já tem 26 shows confirmados para o período junino e desafia a equipe: “Quero 80 dias seguidos de forró”.

O público maior, porém, está no Sudeste, onde ele estreia em 25 de abril, em São Paulo. Em 16 de maio, data de seu 24º aniversário, grava o primeiro DVD em Manaus — marco que celebra a origem humilde no Caldeirão, comunidade de Iranduba. A apresentação contará com participação de Claudio Ney & Juliana e terá transmissão nacional pela Band, reforçando a visibilidade fora do Norte e Nordeste.

Apesar do faturamento, o cantor afirma que “o pirão ainda não caiu”. Todo o lucro, diz, é destinado a equipamentos e produção: “Tem gente que acha que estou milionário; eu recebo esse desejo, mas ainda estou investindo”.

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Crédito da imagem: Divulgação

Ana Catarina
Ana Catarina
Sou jornalista independente, dedicada à apuração rigorosa e à produção de conteúdos informativos de qualidade. Busco levar notícias relevantes com linguagem clara, responsabilidade e compromisso com a verdade.
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