Dólar cai após ultimato de Trump; governo injeta R$4 bi no diesel
São Paulo – O dólar abriu esta terça-feira (7/4) em baixa de 0,14%, cotado a R$ 5,1390 às 9h01, enquanto investidores aguardam o desfecho do ultimato de Donald Trump para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, rota responsável por 20% do comércio global de petróleo.
- Em resumo: moeda recua diante das tensões, mas alta do Brent pressiona combustível e leva governo a liberar R$ 4 bilhões em subsídios.
Ultimato reacende temor no petróleo
Trump declarou que a reabertura do estreito é “prioridade muito grande”. Caso Teerã não ceda até o fim do dia, a Casa Branca ameaça atingir pontes e usinas iranianas. O clima elevou o barril Brent a US$ 110,39, alta de 0,60% às 8h30.
Historicamente, cada variação de 10% no petróleo acrescenta até 0,3 ponto percentual à inflação brasileira, segundo séries do Banco Central. Por isso, mesmo com o câmbio favorável, o risco de repasse aos preços internos segue elevado.
“A reabertura da rota é uma prioridade muito grande”, disse Trump na véspera, sinalizando possível uso de força militar.
Pacote de R$ 4 bi tenta blindar consumidores
Para segurar a bomba nos postos, o governo federal anunciou subvenção de R$ 1,20 por litro de diesel, zerou PIS/Cofins sobre querosene de aviação e abriu duas linhas de crédito de até R$ 2,5 bi por empresa aérea. A conta, dividida meio a meio entre União, Estados e DF, soma R$ 4 bilhões até maio.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, o diesel representa 59% do custo do frete no Brasil. Uma alta descontrolada poderia encarecer alimentos e pressionar a inflação, já projetada em 4,36% para 2026 pelo último Boletim Focus.
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Crédito da imagem: Divulgação / G1