Dólar recua enquanto alerta de Brent a US$ 200 sacode mercados
SÃO PAULO – Às 09h05 desta sexta-feira (13), o dólar perdia 0,22% e era cotado a R$ 5,2303, em meio a um mercado ainda sob o choque da escalada do petróleo e à expectativa por indicadores-chave da economia norte-americana.
- Em resumo: moeda cai agora, mas temor de Brent a US$ 200 mantém investidores em alerta máximo.
Preço do barril: o fio desencapado da vez
A cotação do Brent permanece próxima de US$ 100 depois de a Agência Internacional de Energia admitir a maior liberação de reservas estratégicas da história. Ainda assim, autoridades iranianas avisaram que a commodity pode chegar a US$ 200 se o bloqueio no Estreito de Ormuz se prolongar, segundo dados da IEA.
Na sessão anterior, o barril saltou quase 9% e tocou o nível mais alto em quatro anos. Hoje, recua 1,41%, negociado a US$ 99,09, sinal de volatilidade extrema.
“O choque de oferta já retira até 8 milhões de barris diários do mercado”, alerta o relatório da IEA.
Agenda nos EUA e reação do câmbio
O alívio momentâneo na taxa de câmbio esbarra na divulgação do PCE de janeiro, métrica de inflação favorita do Federal Reserve. Se vier acima do esperado, reforçará apostas de juros elevados por mais tempo, fator que costuma fortalecer a divisa americana.
Além disso, o relatório JOLTS deve mostrar 6,7 milhões de vagas abertas, enquanto a leitura final do PIB do quarto trimestre servirá de termômetro para o ritmo da maior economia do mundo. Qualquer surpresa pode inverter o humor visto na abertura.
Segundo o Banco Central, o dólar ainda acumula queda de 4,49% em 2026, mas já sobe 2,11% no mês, refletindo a disparada do petróleo e a migração de capitais para ativos considerados seguros.

Pacote brasileiro para segurar a bomba dos combustíveis
Em Brasília, o governo lançou subsídios a importadores de diesel, zerou PIS/Cofins e criou imposto temporário sobre exportação de petróleo bruto. Multas também foram anunciadas para postos que não repassarem o alívio ao consumidor.
Medidas semelhantes, adotadas em 2018, conseguiram reduzir o preço nas bombas em até 12% no curto prazo, mas custaram R$ 9 bilhões aos cofres públicos, de acordo com a Receita Federal. A eficácia agora dependerá da duração do choque externo.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
