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Dólar sobe a R$ 5,22 antes do CPI dos EUA e véspera de Carnaval
SÃO PAULO/SP – O câmbio começou a sexta-feira (13) em alta de 0,47%, cotado a R$ 5,2240, enquanto investidores contabilizam o risco de uma inflação mais firme nos Estados Unidos e o novo capítulo do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal. Na B3, o Ibovespa opera com cautela na última sessão antes do feriado de Carnaval.
- Em resumo: dólar avança pelo 2º dia e reflete temores de juros maiores nos EUA e tensão político-jurídica no Brasil.
Por que o CPI americano assusta tanto?
Às 10h30 (horário de Brasília) será divulgado o Índice de Preços ao Consumidor dos EUA, referência direta para as decisões do Federal Reserve. Caso o dado mostre pressão maior que a prevista, ganha força a aposta de que o banco central norte-americano adiará o início dos cortes de juros, o que normalmente fortalece o dólar globalmente. Segundo dados do Banco Central, uma alta de 1 ponto percentual nos juros dos EUA costuma encarecer o dólar em até 4% frente a moedas emergentes no curto prazo.
No Brasil, a apreensão soma-se a indicadores internos: o IGP-10 caiu 0,42% em fevereiro, mas a inflação ao consumidor segue pressionada por educação, transporte e moradia, reforçando o debate sobre a trajetória da Selic.
“O índice passou a acumular deflação de 2,25% em 12 meses”, destaca a Fundação Getulio Vargas.
Bastidores políticos e balanços ampliam volatilidade
Além do front externo, operadores acompanham a mudança de relator no inquérito do Banco Master no STF. A saída de Dias Toffoli e a entrada de André Mendonça mantiveram os atos já assinados, mas reavivaram incertezas no mercado jurídico-político.
No mundo corporativo, Usiminas divulga seus números, a Vale comenta prejuízo de US$ 3,8 bi no 4T25 e o Banco do Brasil ainda repercute o calote de R$ 3,6 bi informado no balanço. Esses eventos, combinados, jogam luz sobre a saúde financeira de setores chave da economia e podem influenciar fluxos de capital estrangeiro para a Bolsa.

Historicamente, a liquidez reduzida na véspera do Carnaval intensifica movimentos abruptos. Em 2025, por exemplo, o dólar variou 1,3% só no pregão pré-folia, segundo levantamento da B3.
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Crédito da imagem: Divulgação / Pexels
