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Domingo à noite lidera 306 casos de Maria da Penha em Quixadá
Quixadá/CE – Um levantamento da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp) registrou 306 ocorrências da Lei Maria da Penha em 2025 no município. O dado expõe um recorte alarmante: 21% dos ataques aconteceram em pleno domingo, com pico de violência no turno da noite, período em que muitas vítimas sequer conseguem pedir socorro imediato.
- Em resumo: 26 agressões foram cronometradas só no domingo à noite, revelando o horário mais crítico da semana.
Por que o domingo virou o “dia vermelho”
Segundo a Supesp, 65 das 306 denúncias ocorreram em domingos, superando em 12 casos as quartas-feiras, o segundo dia mais violento. O padrão confirma análises do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que associam aumento de agressões domésticas ao consumo de álcool e à maior permanência dos casais em casa nos fins de semana.
Mesmo que o volume total aponte a manhã como faixa horária líder de registros, é à noite de domingo que o risco dispara. O fenômeno ecoa em municípios similares, afirmam especialistas, por causa da menor presença de patrulhamento e da dificuldade das vítimas em acionar redes de apoio nesse horário.
“No domingo, 26 ocorrências concentraram-se à noite, evidenciando o momento de maior vulnerabilidade das vítimas”, destaca o relatório da Supesp.
Perfil das vítimas e dimensão do problema
Mulheres de 24 a 29 anos somam 66 casos, faixa que se encontra em plena fase produtiva e, muitas vezes, sustenta financeiramente o lar. Cinco vítimas tinham entre zero e cinco anos, mostrando que a violência atinge até crianças que presenciam ou sofrem agressões.
Em escala nacional, o Atlas da Violência 2023 aponta que uma mulher é agredida a cada dois minutos no Brasil. No Ceará, a central 180 recebeu mais de 27 mil ligações de socorro somente em 2024, sinalizando que o cenário de Quixadá reflete uma crise estrutural.

Para o Ministério Público, ampliar o horário de funcionamento das delegacias especializadas e investir em campanhas de educação preventiva são caminhos imediatos. Projetos de apoio psicossocial, como o “Tempo de Justiça”, já mostraram redução de até 18% na reincidência quando aliados a monitoramento eletrônico de agressores.
O que você acha? Medidas como patrulha reforçada aos domingos podem reduzir esses índices? Para acompanhar outros dados de segurança no estado, acesse nossa editoria do Ceará.
Crédito da imagem: Divulgação
