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domingo, março 15, 2026

Droga, facão e soco: 9 ataques familiares em 4 dias no Cariri

Droga, facão e soco: 9 ataques familiares em 4 dias no Cariri

Juazeiro do Norte/CE – Em apenas quatro dias, nove ocorrências de violência doméstica abalaram Juazeiro, Missão Velha, Crato, Nova Olinda e Barbalha, todas no Cariri. Embora cinco suspeitos tenham sido presos em flagrante, a maioria saiu da audiência de custódia sob medidas cautelares, reacendendo o debate sobre a efetividade da Lei Maria da Penha na região.

  • Em resumo: ataques envolveram drogas, descumprimento de medidas protetivas e agressões contra mães e companheiras.

Sequência de agressões em Juazeiro expõe falhas de proteção

Madrugada adentro, Marcos Paulo Pereira, 30, drogou-se, invadiu a casa da família e feriu três mulheres. Horas antes, Jussier dos Santos, 46, acertou um soco no rosto da companheira, causando sangramento. No mesmo dia, Luiz Santiago, 32, quebrou medida protetiva ao tentar arrombar a porta da ex, 19, e seguiu ameaçando.

A escalada continuou com Jailton da Silva, 41, que enviou mensagens intimidadoras à ex, 28, e Vítor Vieira, 36, autuado por se aproximar da ex-companheira, 29, contrariando ordem judicial.

“Chegou bêbado chamando a própria mãe de ‘Satanás’”, relata o boletim da PM sobre o caso em Missão Velha, onde uma idosa de 76 anos precisou fugir de casa.

Números que preocupam e a resposta da Justiça

Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o Brasil registrou 245 mil casos de lesão corporal dolosa em ambiente doméstico apenas em 2022, o equivalente a 28 agressões por hora. O Cariri aparece entre as áreas com maior reincidência no Ceará.

No Crato, Alessandro Martins, 42, violou medida protetiva, foi ferido levemente pela ex-parceira e liberado após audiência. Em Nova Olinda, Francisco Souza, 33, empunhou um facão e quebrou objetos; também acabou solto. Já em Barbalha, Antonio Gomes Filho, 28, agrediu a companheira e saiu da cadeia no mesmo dia.

Especialistas afirmam que a adoção de tornozeleiras eletrônicas e o reforço das Patrulhas Maria da Penha podem reduzir a reincidência, mas dependem de orçamento estadual e integração com o Judiciário.





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Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://c4noticias.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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