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Eleições 2026: Milei diz preferir família Bolsonaro no Brasil
Eleições 2026 – O presidente da Argentina, Javier Milei, declarou que “prefere uma solução com os Bolsonaros” para o pleito brasileiro previsto para 2026, rejeitando o que chamou de “socialismo do século 21”.
A fala foi dada em entrevista recente a uma emissora argentina e repercutiu imediatamente em círculos diplomáticos e partidários brasileiros.
Declaração ocorreu durante entrevista ao vivo
Milei fez a afirmação quando questionado sobre o futuro político da América do Sul. Sem citar nomes de possíveis candidatos da esquerda, o mandatário indicou que, para ele, um retorno da família Bolsonaro ao Planalto seria “menos danoso” à região.
O presidente argentino tem feito acenos frequentes à direita brasileira. Ainda como candidato, participou por vídeo de um evento pró-Bolsonaro em 2022, quando o ex-chefe do Executivo brasileiro conquistou 58,2 milhões de votos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Repercussão e cenário eleitoral brasileiro
A posição de Milei agradou a apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que enfrenta pendências judiciais para poder concorrer. Pelo menos três dos seus filhos — Flávio, Carlos e Eduardo — são apontados como possíveis herdeiros políticos caso o pai permaneça inelegível.
Especialistas em direito eleitoral lembram que, para 2026, o calendário oficial prevê registro de candidaturas até agosto daquele ano. Até lá, os partidos devem definir alianças e chapas majoritárias, enquanto líderes internacionais seguem de olho no desfecho.
Relações bilaterais podem influenciar campanha
Analistas consultados por C4 Notícias destacam que a Argentina é um importante parceiro comercial do Brasil. Qualquer declaração do presidente argentino sobre a sucessão brasileira tende a ganhar peso nas discussões econômicas e diplomáticas.

Somente em 2023, o intercâmbio comercial entre os dois países superou US$ 30 bilhões, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Com a proximidade de Milei a grupos liberais brasileiros, a expectativa é de que conversas sobre integração de cadeias produtivas e acordos no Mercosul sejam pautas recorrentes na campanha.
No ambiente interno, o Tribunal Superior Eleitoral deverá instalar, em 2024, um grupo de trabalho para atualizar regras de propaganda e uso de inteligência artificial, um dos temas que prometem acirrar a disputa presidencial.
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Crédito da imagem: Divulgação
