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sábado, abril 4, 2026

Em 5h, menor é executado e duas mortes chocam Juazeiro

Em 5h, menor é executado e duas mortes chocam Juazeiro

Juazeiro do Norte/CE – Em um intervalo de pouco mais de cinco horas, a cidade registrou três mortes violentas que escancaram a escalada de letalidade no Cariri: um jovem de 26 anos achado agonizando em casa, um menor de 17 anos executado a tiros próximo de uma escola e um estudante de 25 anos vítima de acidente de trânsito na própria rua.

  • Em resumo: adolescente morto a tiros, suspeita de espancamento e colisão fatal em sequência inédita na mesma noite.

Sequência de violência em poucas horas

O primeiro caso ocorreu por volta das 20h de sexta-feira (29). João Paulo Martiniano da Silva, 26, foi encontrado na Rua Luís Galvão Pereira, bairro Timbaúbas, com sinais de espancamento. Levado à UPA Limoeiro, chegou sem vida. A Perícia Forense deverá confirmar a causa da morte.

Cerca de três horas depois, às 23h, o pintor Cícero Natanael Ribeiro de Sousa, 17, conhecido como “Natan”, foi alvejado por dois homens em uma motocicleta na Rua Beata Maria de Araújo, próximo à Escola Jerônimo Freire dos Santos, bairro João Cabral. Os atiradores fugiram e permanecem foragidos.

“Ele foi socorrido às pressas à UPA Limoeiro, mas já chegou sem vida.”

Acidente fatal e panorama de mortes no Cariri

À 1h30 da madrugada, o estudante Artur Soares Santana da Silva, 25, foi encontrado já sem sinais vitais ao lado da própria motocicleta na Rua Raimundo Marques da Silva, Frei Damião. O velório ocorre hoje, às 16h, na Sala Prime do Centro de Velório Anjo da Guarda.

Segundo o Atlas da Violência 2023, o Ceará registrou taxa de 38,2 homicídios por 100 mil habitantes, quase o dobro da média nacional. Na mesma publicação, Juazeiro do Norte aparece entre os 100 municípios com maior índice absoluto de mortes violentas do país.

No trânsito, os números também preocupam: dados do Departamento Estadual de Trânsito apontam que, em 2022, o Cariri somou mais de 1.200 acidentes com vítimas, 18% deles envolvendo motociclistas com idade entre 18 e 29 anos — faixa etária de Artur.

O que você acha? A violência em série reflete falta de policiamento ou problemas sociais mais profundos? Para acompanhar outros casos da região, acesse nossa editoria de Segurança.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://c4noticias.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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