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Em 8 dias, Quixadá acumula 52% da chuva de fevereiro e acende alerta
Quixadá, CE – Em apenas oito dias de fevereiro, o município já registrou 47,9 mm de chuva, o equivalente a 52% da média histórica de 91,7 mm para todo o mês, segundo a Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme). O índice surpreende moradores que, visualmente, ainda não presenciaram temporais intensos no perímetro urbano.
- Em resumo: metade da chuva prevista para fevereiro caiu antes do dia 10, puxada por um único evento de 40 mm no Açude Pedras Brancas.
Volume concentrado em poucos pontos espalha a sensação de “seca”
A discrepância entre a percepção popular e os números científicos decorre da rede de pluviômetros distribuídos nos distritos de Tapuiará, Cedro, IFCE e entorno de barragens. Enquanto o centro da cidade sentiu garoas moderadas, zonas rurais receberam descargas pluviométricas concentradas. Dados históricos do IBGE mostram que eventos localizados são comuns no Sertão Central, mas o acúmulo rápido em fevereiro costuma ser sinal de um inverno rigoroso.
Na última quinta-feira (5), o registro de 40 mm no Açude Pedras Brancas foi responsável por mais de 80% do total semanal, reforçando o papel dos reservatórios como termômetro climático da região.
“Dos oito primeiros dias do mês, em quatro tivemos precipitação. O destaque fica para os 40 mm medidos próximo ao Pedras Brancas”, aponta boletim da Funceme.
O que esperar: risco de enxurradas e impactos na safra
Com a quadra chuvosa apenas no início, a tendência é que o solo, já saturado em áreas baixas, favoreça enxurradas repentinas. Agricultores de sequeiro, por outro lado, veem a chuva adiantada como oportunidade para germinar o milho antes do prazo tradicional. A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ematerce) alerta, porém, que a “janela de plantio” pode encurtar caso novas pancadas fortes provoquem encharcamento prolongado.

Historicamente, fevereiro e março concentram cerca de 35% da precipitação anual em Quixadá. Se o ritmo atual se mantiver, o município poderá ultrapassar a média mensal já na metade do período, exigindo monitoramento constante de barragens e áreas de encosta.
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Crédito da imagem: Divulgação
