Emails secretos ligam Ceará a Epstein e acionam CPI relâmpago
Fortaleza/CE – Um pacote de documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, revelado recentemente, menciona Fortaleza e as praias de Morro Branco e Canoa Quebrada em trocas de e-mails entre Jeffrey Epstein e o agente de modelos Jean-Luc Brunel. O deputado estadual Felipe Mota (União Brasil) reagiu de imediato e vai protocolar uma CPI na Assembleia Legislativa para rastrear possíveis aliciadores que ainda atuem no Ceará.
- Em resumo: CPI precisa de 16 assinaturas e mira suposta rede internacional de exploração sexual que teria operado no Estado.
Por que a investigação é urgente?
Segundo Mota, os e-mails apontam o Ceará como “destino de interesse” para caçar vítimas menores de idade. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que, em 2023, mais de 74% dos casos de exploração sexual infantil no país ocorreram em cidades litorâneas, cenário que reforça a preocupação dos parlamentares cearenses.
Para instalar a CPI, serão necessárias 16 assinaturas — quatro a mais que o quórum antigo. Mota já negocia apoio com o presidente da Casa, Romeu Aldigueri (PSB), e com o líder do Governo, Guilherme Sampaio (PT).
“O Ceará não pode reviver o estigma do turismo sexual dos anos 1990”, alertou Felipe Mota ao anunciar a coleta de assinaturas.
Riscos para a imagem do litoral cearense
A simples citação de praias icônicas em um dossiê internacional afeta diretamente o setor turístico, que movimentou R$ 20 bilhões no Estado em 2023, segundo o IBGE. Operadores já temem cancelamentos, repetindo o que ocorreu em 2002, quando denúncias semelhantes derrubaram 8% da ocupação hoteleira.

Se instalada, a CPI terá poderes judiciais: poderá convocar executivos de agências de modelos, requisitar registros de hotéis e cruzar dados com a Polícia Federal para identificar possíveis rotas de aliciamento.
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Crédito da imagem: Divulgação
